terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Jovens de Petrolândia-PE são presos por fraude em concurso da PMPI

Uma reunião na Secretaria de Segurança na manhã desta segunda-feira(02) decidiu pela anulação do concurso da Polícia Militar realizado ontem(01) para 430 vagas de soldados e oficiais, após as tentativas de fraudes flagradas pelas polícias de Teresina e Picos, na operação Certame, durante as provas.
Estavam presentes o secretário Robert Rios, o subcomandante da Polícia Militar, coronel Sidney, o secretário de Administração, Paulo Ivan, além do corregedor da PM, coronel Marcos David, o delegado geral James Guerra e o coordenador do Grupo de Repressão Contra o Crime Organizado (Greco), delegado Menandro Pedro.
Em Teresina foram presos pelos policiais civis da Greco quatro candidatos acusados de pagar para receber o gabarito e policiais militares. A princípio eles deram cerca de R$ 2 mil. O restante seria dado após a aprovação. O valor total poderia chegar a R$ 10 mil de acordo com o delegado Menandro Pedro.
O tenente Elivaldo, técnico do time de futebol feminino do Tiradentes, ainda continua preso e teria confessado o crime para ajudar seu filho a passar.
Já no município de Picos, foram presos três pernambucanos  que foram descobertos após fiscais desconfiarem da demora de um dos candidatos em responder a prova. Durante a prisão, um dos suspeitos foi flagrado com um celular escondido nas partes íntimas.
Em depoimento para a delegada Tatiana Trigueiro, os suspeitos  confessaram a tentativa de fraude e revelaram que pagaram, antecipadamente, R$ 300. “O trio confessou que se o esquema desse certo e fossem aprovados pagariam R$ 6 mil em duas vezes”, finalizada a Delegada da Mulher Picos.
Nucepe
O presidente do Nucepe, Jorge Martins Filho, informou que ainda não foi notificado sobre a anulação e que só irá se pronunciar quando for comunicado oficialmente.
PRISÕES EM PICOS
Em Picos, três homens foram presos acusados de fraudar concurso da Polícia Militar do Piauí. Os suspeitos são do município Petrolândia, Pernambuco, e foram descobertos após fiscais desconfiarem da demora de um dos candidatos em responder a prova, até o momento do fechamento da matéria não foram divulgados os nomes dos envolvidos. Durante a prisão, um dos suspeitos foi flagrado com um celular escondido nas partes íntimas.
A delegada plantonista de Picos, Tatiana Trigueiro, conta que as prisões ocorreram na Unidade Escolar Desembargador Vidal de Freitas.
“Os três faziam provas em locais diferentes. O que estava no Vidal de Freitas foi preso na saída da escola e entregou os outros dois. Até momento, não há nenhuma ligação deste caso com a quadrilha que foi presa em Teresina. O trio é de Pernambuco e veio de lá só para tentar fraudar o concurso”, explica Trigueiro.
A delegada explica ainda que a polícia vai investigar quem seria o responsável por repassar o gabarito aos candidatos. Informações preliminares apontam que o suspeito seria um homem, também de Pernambuco, e que agia do Estado vizinho.
O esquema funcionava através de códigos, estabelecidos de acordo com toques aos celulares dos suspeitos. “Os três estavam com celulares iguais e para saber qual a resposta correta se baseavam em toques de celular. Se vibrasse uma vez, a resposta seria letra A, duas letra B e assim por diante”, reitera Tatiana Trigueiro.
Em depoimento, os suspeitos teriam confessado a tentativa de fraude e revelado que pagaram, antecipadamente, R$ 300. “O trio confessou que se o esquema desse certo e fossem aprovados pagariam R$ 6 mil em duas vezes”, finalizada a Delegada da Mulher Picos.
O certame visa o provimento de 430 vagas na PM-PI. Os cargos disponíveis são para soldado e oficial da corporação, cujas remunerações iniciais são de R$ 2.047,63 e R$ 3.897,04, respectivamente, de acordo com edital.
A seleção é organizada pelo Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). A primeira etapa, de aplicação de provas objetivas de múltipla escolha, ocorreu das 9h às 13h deste domingo (01).
Veja o vídeo:

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