Na última quinta-feira, Beto Albuquerque disse que as manifestações contrárias à candidatura de Eduardo que estão surgindo dentro do partido têm o dedo do Governo Federal e que a presidente Dilma Rousseff (PT) precisa ficar atenta aos movimentos. Apesar de não querer endossar as acusações dos correligionários, Eduardo Campos insinuou que a declaração de Albuquerque reflete o pensamento do PSB. “Beto é um líder que tem a confiança do partido, tem exercido diversos mandatos na Câmara Federal com qualidade, com espírito público e ele coloca as opiniões, muitas vezes dele, outras da própria bancada, outras são opiniões do partido”, afirmou.
O deputado, inclusive, disse que “o PSB não é como o PMDB, que nunca vai ter candidato a presidente”. Atualmente, o gaúcho age como articulador da candidatura de Eduardo Campos e é uma das vozes mais críticas ao Governo Federal dentro da legenda. O socialista também é um dos interlocutores do governador. Dificilmente, Albuquerque expressaria uma opinião sem o aval do presidente do partido. Presente na entrega de ambulâncias do Samu para municípios da Zona da Mata e do Agreste, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que é da cota do PT na gestão de Dilma Rousseff, não quis comentar a declaração de Beto Albuquerque.
Nos últimos dias, governadores do PSB, a exemplo de Renato Casagrande, do Espírito Santo, e Camilo Capiberibe, do Amapá, se mostraram contrários à candidatura de Eduardo em 2014. Antes disso, o governador do Ceará, Cid Gomes, já tinha externado a mesma insatisfação. Na concepção desses socialistas, a melhor hora de o PSB apresentar um candidato seria somente na eleição de 2018. Há rumores, inclusive, de que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), que foi indicado por Eduardo para o cargo, estaria articulando o “movimento” dos socialistas.
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Fonte: Blog do Júnior Finfa
