Com a morte do otimismo no
Planalto, o pessimismo vai se convertendo na última forma de esperança dos
partidários de Dilma Rousseff. O governo esperava obter algo como 25 votos
contra o impeachment. Hoje, contabiliza apenas oito. No domingo, talvez não
obtenha nem isso.
Reunida
nesta quinta-feira, a bancada federal do PMDB aprovou,
por maioria avassaladora, o apoio ao impeachment. A votação foi simbólica, sem
chamada nominal. Com isso, o líder do partido, Leonardo Picciani, contrário ao
impeachment, obriga-se a encaminhar em plenário o voto pela deposição de Dilma.
Além
de Picciani, o Planalto contabiliza outros sete votos: Elcione Barbalho (PA),
Simone Morgado (PA), João Marcelo Souza (MA), Valtenir Pereira (MT) e os três
deputados que são ministros: o da Saúde, Marcelo Castro (PI), o da Ciência e
Tecnologia, Celso Pansera (RJ), e o da Aviação Civil, Mauro Lopes (MG).
Dos
três ministros, apenas Marcelo Castro e Celso Pansera retornaram à Câmara.
Mauro Lopes ainda não deu sinal de vida. Insinua que pode permanecer na
Esplanada. Nessa hipótese, Dilma teria sete votos, não oito. De resto, os
defensores do impeachment tentam seduzir Valtenir Pereira. Se conseguirem, o
cesto de Dilma será reduzido a meia dúzia de votos — ou 8,9% da bancada do PMDB,
composta por 67 deputados. Sinal dos tempos. (Via: Josias de Souza)
Blog: O Povo com a Notícia
