A idade
limite para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, atualmente, é
de 28 anos, o que impede que muitos interessados em participar de concursos
públicos para as áreas sequer concorram a uma das vagas. De acordo com o
deputado estadual Miguel Coelho (PSB), respeitando o princípio constitucional
da razoabilidade, a idade máxima deveria ser ampliada para 35 anos.
Com o objetivo de alterar a legislação vigente, o parlamentar
encaminhou a Indicação nº 4.739/2016 ao Governo do Estado pedindo que o
executivo elabore um projeto de lei com essa finalidade. O pedido formal foi
encaminhado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ao governador
Paulo Câmara na última quarta-feira (08). De acordo com a assessoria da
Casa Civil, o documento ainda não chegou à instituição para ser analisado.
“Eu tenho sido procurado por pessoas interessadas em
ingressar na PMPE e nos bombeiros, pessoas realmente com vocação para a função,
mas que não podem por conta da idade. Algumas das alegações delas é que muitos
não conseguem concorrer nos concursos, pois ingressaram na Universidade e, ao
concluírem o curso universitário, já não poderiam mais disputar”, explicou
Miguel Coelho.
Ainda conforme o deputado, alguns estados já reviram o valor: no
Pará, a idade máxima é de 35 anos e, no Ceará, é de 30. “Fizemos essa indicação
e O Estado deve responder”, comentou o socialista.
Câmara Federal: Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), o Lei Projeto
de Lei 4682/16, do deputado Rocha (PSDB-AC), que exige curso superior para o
ingresso na Polícia e no Corpo de Bombeiros Militar. O PL foi apresentado à
Mesa Diretora da Casa no dia 9 de março de 2016 e foi encaminhado à comissão do
trabalho administração e serviço público, conforme esclareceu o gabinete do
parlamentar.
Ainda conforme a assessoria do deputado Rocha, o texto ainda vai
passar pelas Comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de
Constituição, Justiça e Cidadania. Caso seja aprovada pelas três, segue
imediatamente ao Senado, onde também deve passar por comitês equivalentes.
Novamente, sendo aprovado, segue para a sanção ou veto do presidente interino
Michel Temer.
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