Partidos
e candidatos a vereador, nas eleições deste ano, não atentaram para as novas
regras eleitorais aprovadas pelo Congresso Nacional e que estão em vigor. A
desatenção pode prejudicar o desempenho e ser uma grande frustração para cada
um deles.
As novas regras eleitorais estabelecem que, para se eleger
vereador, um candidato tem que ter pelo menos 10 por cento de votos do
quociente eleitoral.
Por exemplo: no Recife, o quociente eleitoral deve ficar em
torno de 22 mil votos. Isso significa que, qualquer candidato que tiver menos
de 2.200 votos já está fora da disputa. Ou seja, ele sequer participa das
chamadas sobras da coligação.
Outro exemplo: Alguns partidos, de forma equivocada, estão
fazendo contas incorretas para os seus candidatos. Esses partidos dizem o
seguinte: “Nossa legenda tem 50 candidatos. Se cada candidato obtiver 2 mil
votos, elegeremos cinco vereadores, sendo quatro de forma direta e 01 pelas
sobras”.
Pois bem: Estão equivocados. Pelas novas regras, eles não
elegeriam nenhum vereador, uma vez que nenhum deles teria atingido 10 por cento
dos votos. Agora, se um dos candidatos ultrapassar o piso de 2.200 votos, este
seria o eleito.
Portanto, um partido que tiver 100 mil votos corre o risco de
não eleger nenhum vereador ou eleger apenas aqueles que ultrapassarem a linha
de corte de 2.200 votos. A primeira consequência destas novas regras será a
grande quantidade de desistência de candidatos.
As chamadas “chapinhas terão” imensa dificuldade para eleger
vereadores porque, nesses partidos, a maioria dos candidatos não atinge a linha
de corte de 2.200 votos. O que significa dizer que, nas eleições do Recife,
duas coligações serão beneficiadas pelas novas regras – a do atual prefeito
Geraldo Júlio (PSB) e a do ex e futuro prefeito João Paulo (PT).
Nessas duas coligações, candidatos que ultrapassarem a linha de
corte – no caso, mais de 2.200 votos -, considerando sempre esse quociente
eleitoral, poderão se eleger, já que essas duas alianças, do ponto de vista
matemático, ficarão com as maiores sobras do quociente eleitoral.
A segunda consequência, então, é que aqueles partidos que
passaram todo o ano de 2015 tentando montar as chamadas “chapinhas”
proporcionais podem ter cometido um grande equívoco eleitoral. (Por: Sílvio Costa / deputado federal).
Blog: O Povo com a Notícia
