A situação do ex-presidente Lula
se agrava e até seus antigos comparsas o abandonaram e não temem em apontar o
petista como o chefe da quadrilha que assaltou os cofres públicos do país,
avalia o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR). “Estamos vivendo
um momento diferente do mensalão, quando Lula foi blindado pelos companheiros
de crime. Agora os delatores da Lava Jato afirmam que ele não só sabia do
esquema como coordenava diversas ações. Os depoimentos complicam ainda mais a
situação de Lula que, isolado, monta um discurso mentiroso que só tem
ressonância na militância do PT”, diz.
Entre os depoimentos anexados na denúncia contra Lula por
corrupção e lavagem de dinheiro, está o do ex-deputado federal Pedro Corrêa, do
PP. Em 1º de setembro, ele disse aos integrantes da Força Tarefa da Operação
Jato que Lula questionou a demora na nomeação de Paulo Roberto Costa na
diretoria de Abastecimento da Petrobras e ameaçou demitir o conselho da
estatal. Costa foi indicado pelo PP, com o aval de Lula, e gerenciou um esquema
que abasteceu com propina o caixa do PT e de partidos aliados do governo.
Corrêa afirmou ainda que, em 2006, ele e José Janene, então
presidente do PP, se reuniram com Lula antes das eleições e pediram a ele novos
cargos e dinheiro para campanha do partido. No entanto, segundo o delator, Lula
negou e disse: “Vocês têm uma diretoria muito importante, estão muito bem
atendidos financeiramente. Paulinho (Paulo Roberto Costa) tem me dito”.
Corrêa contou também que no encontro Lula afirmou que não
tinha obrigação de ajudar, pois “Paulinho tinha deixado o partido muito bem
abastecido, com dinheiro para fazer a eleição de todos os deputados”. (Por Gabriel Garcia - Brasília)
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