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Agricultores usam a malva - uma
erva daninha - para alimentar os animais durante a estiagem em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.
Segundo o ambientalista Homembom Magalhães, a malva é uma erva que não
prejudica o bioma da caatinga e não precisa de muitos cuidados para o cultivo.
Ela é usada para alimentar galinhas, vacas e porcos.
O ambientalista explicou que a erva não precisa ser plantada
ou irrigada. Ele espalha as sementes da malva na terra com a ajuda do vento.
Segundo ele, a planta ajuda a proteger o solo e é usada para alimentar os
animais no sítio onde ele mora na zona rural.
Homembom Magalhães explicou que é preciso respeitar os
recursos disponibilizados pela natureza. "Seja responsável pelo uso dos
recursos naturais. A água, o vento, tudo isso você tem que aproveitar. Nunca
tirar uma planta nativa da caatinga e colocar outra porque essa que é adaptada
para viver no semiárido".
Os agricultores usam a erva
quando ela ainda está verde - colocam na máquina forrageira e a malva já sai
triturada. Segundo Magalhães, quanto mais moída, melhor para o animal comer.
Depois de triturada, ela é estocada em sacos que ficam fechados durante 120
dias.
Magalhães explicou que elas precisam esperar os quatro meses
para que ocorra o processo de fermentação, essencial para a retirada da acidez
e toxinas da erva, e para liberar as vitaminas necessárias para os animais. Só
depois disso, pode ser servida. Um saco com 60 quilos pode alimentar uma vaca
por quatro dias.
No estoque de Magalhães há 10 sacos de 60 quilos cada. O suficiente para alimentar, junto com a ração, as 3 mil galinhas e 120 porcos durante dois meses. "Entra a economia da ração e está fácil de buscar. A mão de obra é menor e o animal não precisa andar para buscar essa alimentação", afirmou o ambientalista.
No estoque de Magalhães há 10 sacos de 60 quilos cada. O suficiente para alimentar, junto com a ração, as 3 mil galinhas e 120 porcos durante dois meses. "Entra a economia da ração e está fácil de buscar. A mão de obra é menor e o animal não precisa andar para buscar essa alimentação", afirmou o ambientalista.
Para o gerente regional do Instituto Agrônomo de Pernambuco
(IPA), Fernando Nogueira, "essas plantas tem um potencial muito grande de
alimentação. Tanto dos bovinos e caprinos, quanto das aves. O que mais se
caracteriza aqui na região é a ultilização delas na alimentação de aves. (Via: G1 Caruaru)
Blog: O Povo com a Notícia