Cidade
será atendida por poços após colapso da Barragem Riacho do Pau
A seca extrema tem provocado o
colapso de barragens usadas para o abastecimento humano em Pernambuco. A mais
recente a sofrer os efeitos da estiagem prolongada foi a Barragem Riacho do
Pau, localizada na cidade de Pedra, uma das fontes hídricas do município de
Arcoverde, no Sertão do Moxotó. O manancial está com 0,9% da sua
capacidade e não oferece mais condições de captação de água. Diante dessa
realidade, a Companhia Pernambucana de Saneamento-Compesa precisou ampliar o
calendário de distribuição do município.
Agora, o abastecimento de Arcoverde é feito somente pelos
cinco poços da Bacia do Frutuoso, situado em Ibimirim. A água captada nos poços
é transportada pela Adutora do Jatobá, ao longo de 69 quilômetros, até chegar
na Estação de Tratamento (ETA) Arcoverde, com a vazão média de 82 litros por
segundo. Com essa vazão disponível, a Compesa irá atender a cidade em um regime
de cinco dias com água contra 23 dias sem. O novo calendário já está disponível
no site da Compesa (www.compesa.com.br).
De acordo com o gerente de Unidade de Negócios da Compesa,
Augusto César de Andrade, a Companhia elaborou um criterioso planejamento e
monitoramento da água armazenada na Barragem do Riacho do Pau para que fosse
prolongado ao máximo a exploração do manancial, que tem a capacidade para
acumular 16,8 milhões de metros cúbicos de água.
"Em maio deste ano choveu um pouco, e a barragem chegou
a registrar 5% de sua capacidade. De lá para cá, a Compesa utilizou a água do
manancial para complementar o abastecimento de Arcoverde junto com os
poços", explica. No mês de junho, o regime de abastecimento praticado na
cidade era menor, de cinco dias com água para dez dias sem. Em outubro, já
tinha sido ampliado para cinco dias com água e 15 dias sem.
Arcoverde é uma das sete cidades que serão beneficiadas com a
Adutora do Moxotó, obra que já está com a primeira etapa em execução pela
Compesa. O empreendimento vai captar água no Eixo Leste da Transposição do Rio
São Francisco e será integrado à Adutora do Agreste. Trata-se de uma obra
estruturadora que será realizada em duas etapas e prevê a implantação de 67
quilômetros de adutora em tubos de ferro fundido (600 mm de diâmetro), três
estações elevatórias e a captação na Barragem do Moxotó.
A previsão é concluir as intervenções em 15 meses, a partir
da data da assinatura da Ordem de Serviço. Quando as duas etapas estiverem
concluídas - a segunda está em fase de licitação - a adutora fará a condução de
água da Estação Elevatória -1, na Barragem do Moxotó, até a Estação de
Tratamento de Água (ETA) em Arcoverde, onde o sistema será interligado à
Adutora do Agreste - no trecho que a Companhia já concluiu para abastecer
Arcoverde e as cidades de Pesqueira, Alagoinha e Belo Jardim.
Blog: O Povo com a Notícia
