Um juiz do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, determinou liminarmente nesta
terça-feira (09), a reintegração de posse de parte do terreno onde o MST montou
acampamento para fazer atos em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, em Curitiba.
O petista depõe ao juiz Sergio Moro nesta quarta-feira em ação em que é
réu na Operação Lava Jato.
A área pertence à empresa All América Latina Logística Malha Sul. A
decisão, que serve como mandado judicial, foi tomada nesta noite e com
determinação de urgência pelo magistrado.
A empresa entrou com ação contra o MST, argumentando que "as pessoas
que pretendem participar do protesto estão chegando cada vez em maior número à
nossa cidade e acabaram por se apropriar indevidamente de área da União para
montar o seu 'acampamento'".
Segundo a União, os manifestantes só poderiam ocupar a área se não
ficassem próximos aos locais de manobra dos trens -o que não ocorreu.
"A referida área é operacional, afeta o bom desenvolvimento das
atividades ferroviárias de transporte de carga da quais a autora é
concessionária. Os réus invadiram, sem qualquer autorização, o pátio
ferroviário localizado na Rodoferroviária de Curitiba", disse a empresa.
Na decisão, o juiz Friedmann Wendpap argumentou que "o ponto maior de
preocupação externado pela ALL é a própria segurança dos manifestantes, dentre
os quais há crianças, considerando que se trata de área em que os trens fazem
manobras e outras operações de execução essencialmente perigosa". No
momento, no entanto, não há trens no local.
O magistrado pediu a instalação de uma cerca física para separar os
manifestantes dos trilhos e "a retirada dos invasores da área operacional
da autora".
A decisão foi enviada à Secretaria de Segurança do Paraná. O MST ainda
pode recorrer.
Blog: O Povo com a Notícia
Via: Folhapress
