Marcos Pontes, Paulo Guedes, Milton Ribeiro e Carlos França também foram condecorados
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) concedeu a si próprio o título de grão-mestre, o mais alto, da Ordem Nacional do Mérito Científico – honraria reservada a “personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por suas relevantes contribuições prestadas à Ciência, à Tecnologia e à Inovação”.
O decreto, publicado no Diário Oficial da União nesta
quinta-feira (4), também condecora os ministros Marcos Pontes (Ciência,
Tecnologia e Inovações), Carlos França (Relações Internacionais), Paulo Guedes
(Economia) e Milton Ribeiro (Educação).
A homenagem, porém, é regimental. Desde 2002, quando Fernando
Henrique Cardoso e o então secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência,
Ronaldo Sardenberg, assinaram o decreto que ainda está em vigor, o presidente
da República é agraciado com o título de grão-mestre, e o ministro da Ciência,
com o de chanceler.
Além das autoridades, o texto concede a ordem a 32
professores e pesquisadores de diversas áreas da ciência. Esta é a primeira
condecoração desde 2018, quando o ex-presidente Michel Temer assinou um decreto
que intitula quase 80 personalidades.
A condecoração de Bolsonaro acontece pouco após a CPI da
Covid no Senado sugerir o indiciamento dele por crime contra a humanidade, além
de outras acusações, pelas omissões do governo em relação à pandemia.
O presidente também não se vacinou contra Covid-19, defende
rotineiramente medicamentos com ineficácia comprovada para o tratamento da
doença, e não costuma usar máscara de proteção mesmo em aglomerações.
Todas as vacinas contra a Covid disponíveis no Brasil são
seguras e eficazes, e tiveram seu uso autorizado pela Anvisa (Agência Nacional
de Vigilância Sanitária). Elas têm sido essenciais para a redução no número de
mortes e internações por causa da doença. Diversos estudos já comprovaram que o
uso de máscara é peça-chave para conter a disseminação do coronavírus.
Para além da pandemia, o CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico) teve neste ano o menor orçamento dos
últimos 21 anos. Em 2022, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovações sofrerá um corte de 92% em relação a este ano. (Via: UOL)
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