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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

CNH de até R$ 1 mil e instrutor tipo Uber: Veja o que muda na proposta do governo

As novas mudanças no acesso a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem autoescola, propostas pelo governo federal, pode fazer surgir uma nova profissão. As aulas que anteriormente eram feitas pelos instrutores privados, agora podem ser realizadas com um profissional autônomo.

A proposta será colocada nos próximos dias em consulta pública para ser aprovada ou não. O secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, destaca que o objetivo é reduzir os custos do cidadão, para contratar quem quiser e escolher a quantidade de aulas que achar necessário.

"Hoje o instrutor precisa obrigatoriamente estar vinculado a uma autoescola. Isso cria reserva de mercado. Vamos liberar para que ele atue de forma independente. O cidadão vai escolher: se quer aprender numa autoescola ou com um instrutor autônomo", afirmou ele.

Para realizar as aulas, o instrutor autônomo deve realizar um curso reconhecido pela Senatran, ser credenciado no Detran e usar veículo associado ao seu cadastro e com marcação que pode ser na pintura ou por uma faixa magnética.

Segundo o Uol, a Uber foi citada pela Senatran como uma tecnologia que possibilita aproximar candidatos e instrutores. Apesar de não ter acordo com a plataforma, a expectativa é que exista um serviço parecido com esses aplicativos de transporte individual.

O presidente da Feneauto, Ygor Valença, acha a proposta arriscada. “Não é flexibilização, é substituição. Hoje seguimos regras impostas pelo próprio governo: precisamos ter quatro veículos, sala de aula, pelo menos seis instrutores com carteira assinada, diretores pedagógicos... De repente, tudo isso some e entra um instrutor autônomo sem estrutura. É arriscado demais”, declarou.

Ele também acredita que o serviço pode não baratear. “Uma corrida de Uber custa em torno de R$ 120 por hora. Hoje, uma aula em autoescola sai por R$ 60 ou R$ 70. Pode acabar mais caro e com menos aulas”, acrescentou.

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