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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Defesa de Deolane aciona STJ contra prisão preventiva; Entenda

A defesa da influenciadora Deolane Bezerra acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (27) reivindicando a anulação da prisão preventiva da advogada.

Segundo os advogados, a Justiça não tem amparo legal para manter a investigada no atual regime de prisão. O pedido de habeas corpus ressalta ainda que a soltura dela não há risco concreto à ordem pública ou às investigações.

Advogados contestam prisão de Deolane

A defesa contesta a prisão de Deolane Bezerra, que supostamente teria sido “determinada com base em argumentos genéricos”, sem detalhar uma conduta criminosa específica da influenciadora para justificar tal medida.

Os advogadas solicitaram ainda que sejam adotadas outras medidas legais contra a famosa, como a retenção de passaporte proibição de deixar a cidade e impedimento de contato com outros investigados.

Outra possibilidade seria optar pelo regime de prisão domiciliar, já que ela é mãe de uma criança de 9 anos, e única responsável pela jovem.

A ausência de crimes envolvendo violência o grave ameaça também endossam o pedido da defesa.

STJ se pronunciou

A Presidência do STJ respondeu ao pedido de habeas corpus informando que não pode analisar o caso até que o pedido de liberdade seja julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Os advogados recorreram da decisão da Presidência e pediram uma nova análise. O processo foi enviado para manifestação do Ministério Público (MP).

Prisão de Deolane

Deolane foi presa na última quinta-feira (21), na deflagração da Operação Vérnix, em sua mansão em um condomínio de luxo da cidade de Barueri, na Grande São Paulo, um dia após desembarcar no Brasil.

Segundo os investigadores, a influenciadora seria uma das responsáveis por movimentar valores milionários oriundos do núcleo financeiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas consideradas de fachada.

De acordo com a investigação, o esquema utilizava empresas formalmente registradas para dar aparência legal a recursos ilícitos. A polícia aponta que parte do dinheiro passava por uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, cidade do interior paulista conhecida por abrigar presídios de segurança máxima.

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