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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Nordeste: Pedreiro viaja mais de 2 mil km por amor e descobre que namorada nunca existiu

Um homem de 49 anos viveu uma decepção após viajar 2 mil de quilômetros na esperança de conhecer pessoalmente uma mulher por quem acreditava estar apaixonado. A surpresa veio quando ele chegou ao destino e descobriu que a pessoa com quem mantinha contato pela internet não existia de verdade: o perfil era baseado em uma personagem criada por IA.

Divorciado, Edimar começou a conversar com a suposta companheira pelas redes sociais. Com o passar do tempo, ele acreditou que a relação poderia evoluir para algo sério e chegou a imaginar a possibilidade de construir uma vida ao lado dela.

Movido pela expectativa de finalmente encontrar a mulher, ele deixou Imperatriz, no Maranhão, e seguiu até Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Promessas de amor e uma vida confortável

A personagem virtual, apresentada como Jéssica Oliveira, também conhecida nas redes sociais como Jéssica Fazendeira, conquistou uma audiência expressiva na internet, com mais de 300 mil seguidores.

Nas publicações, ela se apresentava como uma mulher divorciada, mãe de um menino e dizia procurar um companheiro com quem pudesse compartilhar a rotina e construir uma família em uma fazenda.

Segundo o relato de Edimar, as conversas transmitiam a impressão de que o relacionamento era verdadeiro. Entre as promessas feitas por meio de mensagens e vídeos estavam o pagamento das despesas da viagem, a recepção em Belo Horizonte e a oferta de uma vida confortável ao lado dela.

“Eu vim em busca de uma felicidade, né? Eu tenho 49 anos, sou divorciado”, relatou o pedreiro ao g1.

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Homem viaja do Maranhão a Minas Gerais

A viagem de Edimar começou na última sexta-feira (09), quando ele saiu de Imperatriz, no Maranhão, rumo a Belo Horizonte, onde chegou no último domingo (11). Na expectativa de finalmente conhecer a mulher com quem conversava pela internet, o pedreiro percorreu diferentes pontos da cidade em busca de informações sobre o paradeiro dela.

Sem conseguir encontrá-la ou descobrir seu endereço, ele decidiu mostrar as imagens da suposta namorada a pessoas que passavam pelas ruas, na esperança de que alguém pudesse reconhecê-la. No entanto, ninguém soube informar quem era a mulher.

Eu já andei com várias fotos, mostrando e perguntando se alguém conhecia essa pessoa e todos falaram que não. Então, eu me senti enganado”, afirmou.

Diante da falta de pistas e das tentativas sem resultado, Edimar começou a perceber que havia algo errado. Foi então que descobriu que a identidade com a qual mantinha contato era fictícia e que as imagens utilizadas no perfil haviam sido criadas com recursos de inteligência artificial.

Prefeitura oferece apoio

Após perceber que havia sido enganado, Edimar buscou apoio dos serviços de assistência social em Belo Horizonte. O atendimento oferecido pela prefeitura incluiu alimentação, acesso a banho e orientações sobre fraudes e armadilhas comuns em relacionamentos iniciados pela internet.

Para garantir o retorno do pedreiro, a equipe responsável também organizou uma passagem com destino a Augustinópolis, no Tocantins. Ele deixou a capital mineira na terça-feira (13), após a experiência frustrada.

O episódio reforça o alerta sobre o uso da inteligência artificial para criar perfis fictícios capazes de parecer autênticos. Especialistas recomendam cautela em relacionamentos virtuais e destacam a importância de verificar a identidade de pessoas conhecidas on-line, especialmente diante de promessas e situações que envolvam deslocamentos ou compromissos financeiros.