Cerca de 26,5 milhões de pessoas ainda têm saldos a receber que não foram resgatados nas bets. O montante dos valores somados chega a R$ 1,325 bilhão. A devolução do dinheiro aos usuários deve ser feita por instituições financeiras no período de 9 a 14 de outubro.
A partir desta quarta-feira (7), as empresas de apostas on-line devem começar repassar aos bancos os saldos que ficaram nas contas dos apostadores. As informações deverão ser transmitidas até a quinta-feira (8), separadas por CPF, junto com a conta bancária que cada pessoa usou para fazer os depósitos.
O cronograma de encerramento do setor foi divulgado pelo governo federal, previsto na medida provisória (MP) de 25 de setembro. A decisão proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas no país. A MP já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para não perder a validade.
Devolução do dinheiro
Caso, após o recebimento das informações, as instituições encontrem algum impedimento para efetuar a restituição ao usurário, o dinheiro deverá ser transferido para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por concluir o pagamento. O resgate não pode mais ser feito diretamente pelos apostadores junto às plataformas. O prazo para o saque voluntário terminou na última segunda-feira (5).
Investigações e ofensivas para atividades ilegais
De acordo com uma publicação de O Globo, parte do dinheiro remanescente nas plataformas está distribuído em quantias mínimas, com saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99. Somados, os valores dessas contas chegam a R$ 15,5 milhões.
Outras contas possuem saldos elevados. Para esses casos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que haverá investigação para apurar possível lavagem de dinheiro e vínculos com organizações criminosas.
As bets que tinham autorização para funcionar no Brasil, com a medida provisória, encerraram suas operações e, desde a terça-feira, já não havia mais atividades. Dos 188 sites que atuavam legalmente até segunda-feira, apenas um continuava no ar e teve o bloqueio solicitado pelo governo.
O governo ainda informou que segue combatendo as apostas ilegais. Entre 25 de setembro e 6 de outubro, 13.241 sites irregulares foram encaminhados para bloqueio pelo Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Também foi solicitada às plataformas digitais a remoção de 3.552 páginas, perfis, canais, grupos e servidores ligados a apostas.
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