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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sustentação do governo está assentada na “putaria”, na “fisiologia”, na “roubalheira” e no “clientelismo”, diz Ciro Gomes

Foto: Ton Alves/FSF

Aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional reagiram nessa quarta-feira às declarações do ex-ministro Ciro Gomes (PSB) que, em entrevista na terça-feira, (23), a uma rádio de Fortaleza, afirmou que a aliança política de sustentação do governo está assentada na “putaria”, na “fisiologia”, na “roubalheira” e no “clientelismo”. Eles atribuíram a postura “agressiva” de Ciro a uma estratégia para voltar à cena pública após amargar um período de ostracismo.

Um líder governista disse que, com essas declarações, Ciro mostra não ter qualquer preparo para o jogo político, mesmo tendo ocupado cargos de destaque nacionalmente e concorrido à Presidência da República em duas ocasiões. Segundo esse parlamentar, o socialista deixou de ser a grande referência do PSB, preterido pelo atual governador e presidente do partido, Eduardo Campos, pré-candidato ao Palácio do Planalto. “É evidente que há um ressentimento dele”, declarou.
Correligionário do ex-ministro, o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), discorda de que ele tenha agido dessa forma como uma estratégia política. “O Ciro não precisa disso para retornar à cena. Ele é um quadro político”, destacou.
O vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou que a crítica de Ciro faz parte da cultura política brasileira do “oportunismo”.
Alvaro Dias concordou com a manifestação de Ciro segundo a qual a oposição é fraca igual a “caldo de bila” (caldo de tempero ralo com muita água). “Não discordo que a oposição seja fraquinha, ela é fraquinha, mas ela é filha deste modelo baseada em governos corruptos e incompetentes”, disse ele, para quem há uma operação desde o início dos governos comandados pelo PT para asfixiar a oposição a partir de um “balcão de negócios” para trazer todos os políticos para a base aliada.
Blog: O Povo com a Notícia
Fonte: EM