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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Rodrigo Novaes comenta sobre o problema da violência na cidade de Floresta

Shakespeare pensou sobre justiça algo que me chega à mente nesse instante:

“O contrário de injustiça não é justiça, mas sim o amor. Porque toda justiça que não se pratica por amor não é justiça, é vingança."

Não há paz, nada é justo, se não tiver amor. Onde o amor encontra morada, estará sempre acompanhado da tolerância, do respeito e do perdão.

Exijo de mim uma palavra sobre o problema da violência em Floresta, diante da angústia de todos. Calar não é papel meu.

O estado precisa cumprir com seu dever de dar mais segurança à população - a polícia militar de maneira ostensiva e preventiva; a civil, cumprindo seu papel investigativo. Por sua vez, o poder judiciário deve servir como instrumento firme para fazer valer a lei. Tenho trabalhado por todas essas medidas.

Verdade que às vezes tenho a sensação de que somente com essas ações não chegaremos a lugar nenhum. Essa situação vivida em nosso município não é nova. Para que isso seja resolvido de verdade, para que o sol volte a brilhar, é preciso algo que não se encontra à venda, o estado não pode dar, não se busca em cartório: precioso amor!

Anos se passaram, todos perderam, muitas pessoas já se foram vítimas da violência, muito inocentes, e esses episódios ainda teimam em ser revividos porque - falta amor.

A impunidade é ingrediente que fomenta a violência, na há dúvida; o sentimento de desonra, o culto à pena de talião, que não engrandece ninguém, acarreta na completa desarmonia de nossa sociedade. O que falta - repito - é o amor: amizades devem ser cultivadas, prezada a harmonia e o convívio entre todos dessa grande família, a Florestana.
Somos um só povo. Uma só gente.

Floresta já perdeu tanto. Ao longo do tempo deixaram de vir ações governamentais, amigos e parentes deixaram a cidade, perdemos investimentos. Um município alegre, de um povo do bem, não pode remoer capítulos tristes de sua história para sempre. Hora de paz! Ninguém aguenta mais. Conclamo a todos para que reflitam sobre tudo isso, busquem tocar o coração dos que agora estão tomados pela raiva.

Quero crianças brincando nas ruas; pais frequentando as praças; jovens se divertindo, homens e mulheres vivenciando nossa cidade.

Compartilhemos de espírito a palavra de Deus.

Deixemos que o estado cumpra sua parte, e façamos a nossa, exercitando a paz, seguindo em frente, sem os fios impuros do ódio, de coração aberto, respeitando, perdoando. 
Paz.

Blog: O Povo com a Notícia