O PT busca formas de neutralizar as tentativas de Bolsonaro de descredenciar a eleição e de desmotivar as pessoas a votarem. A campanha de Lula avalia que uma alta abstenção nas urnas poderá favorecer a reeleição do presidente.
O raciocínio parte da premissa de que a base de
apoio bolsonarista mostrará fidelidade ao presidente e comparecerá em peso à
eleição. Lula também conta com um séquito fiel de eleitores, mas sua vitória na eleição pode depender do sucesso entre os indecisos
e os que toparão apoiar qualquer candidato contra Bolsonaro. Esses grupos estão
mais sujeitos a desistir de votar no dia do pleito.
Uma das preocupações do PT é a facilidade com que um eleitor
pode justificar a ausência no aplicativo do TSE. O ex-governador Geraldo Alckmin, escolhido para ser o vice de Lula na
chapa presidencial, ficou espantado durante uma conversa recente ao ser
apresentado ao título de eleitor eletrônico. Ele desconhecia a possibilidade de
justificar a abstenção pelo celular.
O PT quer
compensar eventuais perdas com os votos facultativos dos jovens com menos de 18 anos, mas
aliados de Lula afirmam que o partido perdeu tempo ao não antecipar nem
coordenar uma campanha nas redes sociais para convencer essa faixa do
eleitorado a tirar o título de eleitor. (Por Guilherme Amado)
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