Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Humberto Martins, suspendeu hoje a decisão que autorizava a XVI Festa da Banana de Teolândia, na Bahia, com Gusttavo Lima. Volta a valer a suspensão do show, decretada na última sexta após a Justiça do estado proibir o repasse de verbas para artistas e empresas envolvidos no evento.
“Cuida-se de gasto deveras alto para um município pequeno,
com baixa receita, no qual, como apontado pelo Ministério Público da Bahia, o
valor despendido com a organização do evento chega a equivaler a meses de
serviços públicos essenciais”, diz Humberto Martins em sua decisão.
“Não há, de fato, proporcionalidade entre a condição
financeira do município, suas prioridades em termos de serviços públicos e o
gasto despendido com o evento, ainda que se considere muito relevante a
realização de eventos culturais pelo País”, afirmou Humberto Martins.
Ontem, em seu perfil no Instagram, a prefeita Rosa Baitinga
(PP) comemorou a retomada da festa e aproveitou para alfinetar os críticos do
evento, que deve custar mais de R$ 2 milhões aos cofres do município, cerca de
40% do valor destinado à saúde no ano passado. Desse total, R$ 704 mil irão
apenas para o cachê do sertanejo Gusttavo Lima, uma das atrações musicais
confirmadas.
Em dezembro, Teolândia foi uma das cidades afetadas pelas
fortes chuvas na Bahia, e recebeu cerca de R$ 2,3 milhões do Governo Federal
para lidar com os prejuízos causados pelas enchentes e deslizamentos de terra.
Além de Gusttavo Lima, a festa também teria shows de outros
quatro artistas cujo cachê ultrapassa R$ 100 mil: Unha Pintada (R$ 170 mil),
Adelmário Coelho (R$ 120 mil), Marcynho Sensação (R$ 110 mil) e Kevy Jonny e
Banda (R$ 100 mil).
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