Os suspeitos de manipulação de resultados para favorecer um suposto esquema de apostas esportivas no futebol brasileiro viraram réus após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO). A apuração faz parte da operação Penalidade Máxima, que apontou 13 partidas suspeitas e ao menos oito jogadores envolvidos.
Entre os jogos, oito jogos seriam da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022, além de um da Série B e quatro em estaduais neste ano. São eles:
- Palmeiras X Juventude (10/09/2022)
- Juventude X Fortaleza (17/09/2022)
- Goiás X Juventude (05/11/2022)
- Ceará X Cuiabá (16/10/2022)
- Sport X Operário (PR) (28/10/2022)
- Red Bull Bragantino X América (MG) (05/11/2022)
- Santos X Avaí (05/11/2022)
- Botafogo X Santos (10/11/2022)
- Palmeiras X Cuiabá (06/11/2022)
- Red Bull Bragantino X Portuguesa (SP) (21/01/2023)
- Guarani X Portuguesa (SP) (08/02/2023)
- Bento Gonçalves X Novo Hamburgo (11/02/2023)
- Caxias X São Luiz (RS) (12/02/2023)
Já os atletas citados pelo órgão são de diferentes clubes brasileiros. O esquema era liderado por Bruno Lopez, um dos apostadores detido na primeira fase da operação, conforme o MP. Os jogadores oficialmente citados e que passam a aguardar julgamento são:
- Eduardo Bauermann, do Santos;
- Gabriel Tota, do Ypiranga;
- Victor Ramos, da Chapecoense;
- Igor Cariús, do Sport;
- Paulo Miranda, do Náutico;
- Fernando Neto, do São Bernardo;
- Matheus Gomes, do Sergipe.
Apesar de ainda não ter sido formalmente denunciado, prints mostram que ele teve uma proposta de R$ 35 mil para receber cartão amarelo quando ainda atuava pelo Juventude, na partida contra o Fortaleza, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2022. Entre os anexos, há um comprovante de pagamento.
A partida foi realizada no dia 18 de setembro do ano passado. Na época, Mendes pertence ao Atlético-MG e estava emprestado aos gaúchos.
Operação Penalidade Máxima
A operação Penalidade Máxima investiga um esquema em que apostadores aliciavam e convenciam jogadores a realizarem atos específicos em campo visando lucro em apostas em sites do ramo. Segundo o MP-GO, entre estes lances estariam levar um cartão amarelo, cometer um pênalti e até ser expulso, por exemplo. Para isso, eles faziam propostas e pagavam aos atletas quantias em dinheiro, às vezes passando de R$ 100 mil.
- Trata-se de atuação especializada visando ao aliciamento e cooptação de atletas profissionais para, mediante contraprestação financeira, assegurar a prática de determinados eventos em partidas oficiais de futebol e, com isso, garantir o êxito em elevadas apostas esportivas feitas pelo grupo criminoso em casas do ramo. O grupo se vale, ainda, de inúmeras contas de terceiros para aumentar seus lucros, ocultar reais beneficiários e registra a atuação de intermediadores para identificar, fornecer e realizar contatos com jogadores dispostos a praticar as corrupções - trouxe parte da denúncia feita pelo MP-GO.
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