O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou nesta quarta-feira (08) ter atuado pessoalmente no caso envolvendo o Banco Master junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto. Em depoimento como convidado à CPI do Crime Organizado, ele afirmou ainda que não havia amparo técnico para suspender as atividades da instituição antes do fim de 2025.
Durante a oitiva, Galípolo confirmou que participou de uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e ministros do governo.
Segundo ele, sua atuação no episódio limitou-se a encaminhar o caso ao diretor responsável no Banco Central, que conduziu uma análise técnica considerada dentro da normalidade.
"Seja técnico, o mais técnico possível"
O presidente do BC relatou que recebeu orientação direta de Lula para manter uma postura estritamente técnica.
“Recebi a orientação [do presidente Lula]: 'Seja técnico, o mais técnico possível. Não proteja ninguém, não persiga ninguém' [...] O tema da reunião seguia uma narrativa [de que o Banco Master] estava sendo perseguido pelo mercado financeiro [...], que tinha métodos inovadores que estavam incomodando a concorrência. Não era muito aderente dado ao tamanho do banco, responsável por 0,5% dos ativos do sistema financeiro”, declarou.
O depoimento de Galípolo ocorreu após requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), no âmbito das investigações conduzidas pela comissão parlamentar.
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