O ator Juliano Cazarré voltou a provocar repercussão nas redes sociais após fazer declarações polêmicas durante participação em um debate na GloboNews sobre masculinidade e o papel do homem na sociedade atual.
Durante a conversa, que também contou com a psicanalista Vera Iaconelli e o jornalista Ismael dos Anjos, o ator saiu em defesa do evento voltado ao público masculino do qual participa e rebateu críticas que associam iniciativas do tipo à violência contra mulheres.
Ao comentar o assunto, Cazarré afirmou que seu projeto não incentiva comportamentos agressivos ou ligados ao universo “redpill”. Segundo ele, a proposta é discutir masculinidade de forma equilibrada, sem abrir mão da sensibilidade.
“Não vou usar cropped, mas escuto as mulheres. Estou reafirmando a minha masculinidade”, declarou o ator, dizendo ainda que fala sobre sentimentos, cuida das filhas e se considera um homem sensível.
O momento que mais chamou atenção, porém, aconteceu quando o artista tentou argumentar sobre a violência no Brasil e apresentou números sem indicar a origem dos dados.
“O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, disparou.
A fala causou estranheza na jornalista Julia Duailibi, que mediava o debate, e afirmou não conhecer o dado apresentado pelo ator.
Durante a entrevista, Vera Iaconelli também questionou o ator sobre declarações antigas do médico Ítalo Marsili, um dos participantes do evento citado por Cazarré. Em um vídeo antigo, Marsili criticava o voto feminino e dizia que campanhas eleitorais se tornaram mais “sedutoras” após as mulheres conquistarem o direito ao voto.
Cazarré respondeu afirmando que nunca assistiu ao conteúdo completo e negou que os convidados do evento defendam submissão feminina ou restrições de direitos das mulheres.
“Eu não poderia ser mais anti-redpill do que sou”, afirmou o ator, ao destacar que é casado, pai de seis filhos e que sua trajetória pessoal vai na contramão do movimento frequentemente criticado nas redes sociais.
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