A retirada da pré-candidatura do ex-prefeito Miguel Coelho ao Senado transformou a convenção do União Brasil num muro de lamentações. O ato foi mantido porque o partido precisa homologar as candidaturas a deputado federal e estadual, que posteriormente serão validadas pela Federação União Progressista.
O clima melancólico tomou conta do espaço. Embora já devesse saber que não conseguiria viabilizar uma candidatura sem deter o controle da federação, Miguel insistiu em criar embaraços. Ele passou a última semana dizendo que poderia judicializar o processo, caso não fosse candidato ao Senado.
Foi o estopim para a conversa da noite de ontem com a governadora Raquel Lyra (PSD), que sepultou as chances do ex-prefeito de Petrolina. Mesmo sendo alvo de investigação da Polícia Federal, aliados insistiam na fantasia de que isso não estouraria nos próximos dois meses de campanha. Como tudo na vida, a realidade dos fatos se impõe.
Um dos chorosos foi o advogado Delmiro Campos, que decantou a amizade com Miguel em um texto turvo nas redes sociais. “Não lhe faltaram postura, transparência ou coerência entre o homem público e a pessoa que os amigos conhecem”, disse ele. Curiosamente, foi tudo o que faltou, mas diz o ditado que o pior cego é o que não quer enxergar. (Via: Blog Ricardo Antunes)
Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
