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sábado, 3 de outubro de 2026

Brasileira mata filha de 4 anos e morre após perder guarda da criança

Uma brasileira de 35 anos é suspeita de matar a própria filha, de quatro anos, e depois atirar contra si mesma em Houston, no Texas, nos Estados Unidos. O crime aconteceu na terça-feira (29), poucas horas após uma decisão judicial conceder ao pai da menina a guarda principal da criança.

Segundo a polícia, Cibelle Savella atirou contra a filha, identificada como Vivian, dentro da residência onde morava. A menina morreu ainda no local. Cibelle foi encontrada ferida e encaminhada para um hospital, mas morreu no dia seguinte.

No momento dos disparos, o atual companheiro da brasileira e uma babá estavam na casa. Os dois não ficaram feridos e, segundo as autoridades, não há indicação de participação deles no crime.

A decisão sobre a guarda foi tomada horas antes do assassinato, de acordo com documentos judiciais e informações divulgadas pela imprensa americana, o juiz determinou que Vivian passaria a viver principalmente com o pai, Aaron Savella, que também teria autoridade exclusiva sobre decisões relacionadas à educação e aos cuidados médicos da menina.

A determinação ainda estabelecia restrições à comunicação entre mãe e filha, Cibelle não poderia falar em português com Vivian sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma. A brasileira também teria sido impedida de participar de determinadas atividades escolares e extracurriculares da filha.

A disputa judicial pela guarda se estendia desde a separação do casal. Cibelle e Aaron se divorciaram após o início do processo em 2022, e o divórcio foi finalizado em 2024. Mesmo após a separação, os dois continuaram envolvidos em uma batalha judicial pela guarda da criança.

A menina deveria ser entregue ao pai após a decisão judicial. Aaron aguardava o retorno da filha quando ocorreu o crime.

Os advogados do pai afirmaram ao jornal britânico The Mirror que Aaron cumpriu as determinações da Justiça durante o processo e aguardava a transferência da guarda. Em declaração divulgada após a morte da criança, os representantes disseram que ele está “devastado” com a perda.

A advogada de Aaron, Charlotte Rainwater, também afirmou à emissora KHOU que atua na área de Direito de Família há 28 anos e que nunca havia presenciado um desfecho semelhante em um processo de guarda.

As circunstâncias que levaram ao crime são investigadas pelas autoridades de Houston.

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