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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Rodrigo Novaes sugere debate sobre reajuste de taxas judiciais e custas processuais


Um casal com patrimônio estimado em R$ 700 mil que decidir entrar com um processo de divórcio na Justiça pernambucana poderá ter que desembolsar, aproximadamente, R$ 27 mil para arcar com as custas da ação. O exemplo foi apresentado pelo deputado Rodrigo Novaes (PSD), na Reunião Plenária desta segunda (07), para demonstrar os impactos econômicos de uma proposta de projeto de lei – atualmente em formulação pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE) – que visa reajustar os valores de custas e de taxas judiciais cobradas em Pernambuco. O parlamentar propôs uma audiência pública com representantes do TJPE, Defensoria Pública, empresários e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), para debater o tema na Casa.

A matéria, que ainda precisa ser aprovada pelo Pleno do Tribunal antes de ser encaminhada à Assembleia, foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico na última quinta (03). Ela estabelece que as custas com serviços forenses poderão chegar a até 4% do valor da causa e que serviços extras, como a publicação de editais e despesas postais, poderão ser cobrados. O valor limite desses custos em Pernambuco é, atualmente, de R$ 27.850, montante que poderá ser dividido em até 12 vezes, caso a proposta seja acatada.

Rodrigo Novaes acredita que a matéria compromete todos os cidadãos que forem defender seus direitos na Justiça. “Precisamos chegar a um entendimento para que o projeto seja reformulado antes mesmo de ser enviado à Alepe, atendendo de forma mais condizente e justa os cidadãos pernambucanos”, defendeu.

O parlamentar também sugeriu que o TJPE encomende um estudo que indique tecnicamente o reajuste necessário para cobrir as despesas desse Poder. Em apartes, os deputados Antônio Moraes (PSDB), Priscila Krause (DEM) e Sílvio Costa Filho (PRB) apoiaram o entendimento. “As pessoas podem deixar de legalizar alguns procedimentos por falta de recursos”, disse o tucano. “Com o estudo, poderemos nos basear em dados concretos e avaliar melhor os impactos”, acrescentou a democrata. “Uma comissão suprapartidária de parlamentares pode auxiliar nesse debate”, concluiu Costa Filho. (Via: Alepe)

Blog: O Povo com a Notícia