A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), o influenciador Mateus Magrini, filho de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, apontado como integrante do PCC, durante a Operação Narco Fluxo. O jovem foi localizado em uma residência em Jundiaí, no interior de São Paulo, imóvel ligado ao funkeiro MC Ryan SP.
A ação faz parte de uma ofensiva nacional contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, uso de terceiros, transações com criptomoedas e circulação de grandes quantias em espécie.
Mateus, que também é irmão por parte de mãe de MC Ryan SP, chamava atenção nas redes sociais pela rotina de luxo. Aos 21 anos, ele exibia carros importados, motos, mansões, bebidas caras e joias, além de se apresentar como empresário do ramo de compra e venda de veículos.
A operação também teve como alvos nomes conhecidos da internet e do funk, como MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, o influenciador Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei. Todos foram citados nas investigações que apuram a atuação de uma organização criminosa voltada à ocultação de patrimônio no Brasil e no exterior.
De acordo com a PF, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para esconder a origem do dinheiro, incluindo movimentações financeiras de alto valor e uso de criptoativos. Ao todo, mais de 200 agentes participaram da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos e estão sendo cumpridas em unidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e outras medidas para interromper o fluxo financeiro investigado. Durante as ações, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem reforçar o inquérito.
Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
Em nota, a defesa de Raphael Sousa Oliveira afirmou que a atuação do influenciador se limitou à prestação de serviços publicitários. Segundo os advogados, os valores recebidos são referentes a contratos legais de marketing digital e não há participação em qualquer esquema ilícito.
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