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sexta-feira, 1 de maio de 2026

PE: Advogada é presa ao arrastar homem agarrado ao capô de veículo

 

A advogada Fernanda Ferreira de Souza foi presa temporariamente na tarde da última quinta-feira (30/4), no município de Caruaru, no agreste de Pernambuco. Ela é suspeita de tentativa de homicídio, desobediência e direção perigosa após um episódio em que um fiel depositário foi arrastado sobre o capô de seu carro.

A prisão ocorreu no mesmo local onde o caso foi registrado e foi solicitada pela Polícia Civil, que considerou a medida essencial para o andamento das investigações. Segundo os investigadores, a suspeita oferecia risco à sociedade e não havia sido localizada anteriormente.

O episódio aconteceu na terça-feira (28/4), no bairro do Salgado, durante o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão do veículo da advogada. De acordo com a polícia, ao tentar deixar o local, Fernanda teria atingido um homem identificado como fiel depositário, que acabou sendo carregado sobre o capô do carro em movimento.

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Vídeo:

Perseguição frenética

A ação também envolveu o oficial de Justiça Marcones Alves Feliciano, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que acompanhava o cumprimento da ordem judicial junto com Rodolfo Morais de Gusmão.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo da advogada é seguido por uma viatura policial após o ocorrido. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, agentes que passavam pelo local perceberam a situação e iniciaram um acompanhamento tático. Tanto o oficial de Justiça, quanto o fiel depositário sofreram ferimentos leves e abalo psicológico.

Após o incidente, equipes policiais realizaram buscas durante toda a terça-feira, mas a advogada não foi encontrada naquele momento. Antes da prisão, ela era considerada em local incerto, mas não estava formalmente foragida, já que ainda não havia mandado de prisão expedido.

Versão da defesa

Durante o interrogatório, Fernanda permaneceu em silêncio. A Justiça também determinou a suspensão do seu direito de dirigir. O veículo foi incluído em alerta nacional da Polícia Rodoviária Federal, e o celular da suspeita foi apreendido para auxiliar nas investigações.

Em nota, a assessoria de imprensa da advogada afirmou que ela não tentou se esconder e que não havia sido notificada sobre a ordem judicial de busca e apreensão. Segundo a defesa, Fernanda alegou que o homem envolvido na abordagem não se identificou como autoridade, o que a levou a acreditar que estava diante de uma tentativa de assalto.

A Polícia Civil segue investigando o caso e reunindo provas para esclarecer os fatos. A prisão temporária tem prazo determinado e pode ser prorrogada ou convertida em preventiva, dependendo do andamento das investigações.