Ciro borrifou as duas indagações numa rápida entrevista ao repórter Eliomar de Lima, em Fortaleza. Num instante em que Eduardo Campos frequenta o noticiário agarrado ao bordão “é possível fazer mais”, seu companheiro de partido parece achar que, antes de fazer, é preciso explicar um pouco mais: “Se nós temos alguma ideia, temos que colocar em debate agora porque o Brasil está precisando, o governo tem muito problema.”
Há um quê de revanche nas cobranças de Ciro Gomes. Em 2010, quando ele se apresentava como alternativa presidencial, Eduardo Campos acertou-se com Lula, puxou-lhe a escada e empurrou o PSB para dentro da coligação oficial de Dilma Rousseff.
Em reforço à pregação do irmão, o governador cearense Cid Gomes insinua que, hoje, a candidatura de Eduardo é um desserviço ao PSB. “Nem sempre uma candidatura própria é o melhor para o partido”, diz Cid Gomes. “Eu defendo que a gente tenha um projeto nacional. Acho que, estrategicamente, nesse ano que vem, em 2014, é melhor que a gente se fortaleça nos Estados”.
Desassossego
Como quem não quer nada, Cid cita os três governadores do PSB que disputarão a reeleição: Renato Casagrande (ES), Camilo Capiberibe (AP) e Ricardo Coutinho (PB). Dá a entender que, com Dilma, teriam mais chances de êxito: “Lançar candidatura nacional pode fragilizar os seus palanques. São três candidatos à reeleição que vão precisar de palanques fortes.”
Para desassossego de Eduardo, Ciro e Cid afirmam que não deixarão os quadros do PSB. Eles não dispõem de munição para barrar a candidatura do governador pernambucano numa convenção do partido. Mas produzem uma algaravia que, dentro da agremiação, incomoda mais do que aquele barulhinho de perfuratriz de dentista.
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Fonte: Blog do Josias