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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

"O Brasil é maior que qualquer golpista", afirma Lula em abertura do Ano Judiciário focada em estabilidade e segurança

Ao discursar na abertura do Ano Judiciário 2026, nesta segunda-feira (2), na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, diferente da abertura do Ano Judiciário de 2023, “quando a Corte ainda exibia as cicatrizes físicas e políticas dos ataques golpistas”, esse ano, compareceu com a "esperança renovada", afirmando que as instituições cumpriram seu papel e que o país provou ser "muito maior do que qualquer golpista".

Lula fez questão de blindar o STF das críticas de "ativismo judicial", destacando que a Corte não buscou protagonismo por vaidade, mas agiu no estrito cumprimento de sua responsabilidade para garantir a integridade do processo eleitoral. "Ministras e ministros enfrentaram pressões e até ameaças de morte, mas não fugiram do compromisso com a lei", pontuou o presidente.

"Pirataria Eleitoral"

Diante das eleições presidenciais deste ano, Lula classificou a desinformação e o uso malicioso de Inteligência Artificial para falsificar áudios e imagens como "pirataria eleitoral". "Uma mentira repetida mil vezes tem o poder de influir nos resultados. O Brasil precisa estar preparado para enfrentar os algoritmos das plataformas digitais e o uso de influenciadores para atacar adversários", advertiu.

Pacto contra o Feminicídio

No campo da segurança pública e social, Lula anunciou que, na próxima quarta-feira (4), lançará um pacto nacional entre os três Poderes para o enfrentamento ao feminicídio. Classificando os números de assassinatos de mulheres como "intoleráveis", o presidente convocou os homens do país a entenderem que "as mulheres pertencem apenas a elas mesmas".

Além disso, destacou os avanços do Ministério da Justiça no combate ao crime organizado, citando operações que miram não apenas as comunidades, mas os "magnatas do crime que vivem no andar de cima". Frisou que a Polícia Federal está aprofundando investigações contra o poder financeiro das facções, independentemente do "tamanho dos seus talões de cheque".

Mensagem aos golpistas

Ao comentar as condenações referentes ao 8 de janeiro, o presidente afirmou que o processo fortaleceu a ideia de que nenhuma autoridade está acima da lei. Para Lula, a punição dos responsáveis deixou uma mensagem para o futuro, servindo de vacina contra novas tentativas de ruptura. "A democracia não é uma fortaleza inexpugnável; ela exige compromisso e coragem permanente para sua construção", concluiu.

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