Aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, após passar mal. Lenda do esporte brasileiro, ele detém o recorde de maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos acumulados em cinco edições dos Jogos.
Oscar Schmidt nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958. O ex-jogador começou a sua carreira no esporte pelo Palmeiras, em 1974. Na sequência, passou pelo Sírio, onde foi campeão mundial, e pelo América-RJ. Logo depois, foi para a Itália, em 1982, e retornou ao Brasil apenas em 1995, quando jogou pelo Corinthians.
Ídolo eterno das quadras, o “Mão Santa” deixa um legado gigantesco, marcado por números históricos, atuações inesquecíveis e uma legião de admiradores ao redor do mundo.
Em cinco edições consecutivas das Olimpíadas, o brasileiro brilhou intensamente. Foi cestinha em diversas ocasiões e protagonizou performances memoráveis, como os 55 pontos marcados contra a Espanha nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, até hoje recorde em uma única partida do torneio. Ao longo de sua trajetória com a amarelinha, também conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e acumulou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais entre 1977 e 1996. Se aposentou em 2003, após quase 30 anos de carreira.
Depois de encerrar a carreira como jogador, ele trabalhou como palestrante e figura pública. Nessas atividades, compartilhou histórias de superação dentro e fora das quadras. Em 2011, Schmidt recebeu o diagnóstico de câncer no cérebro. Nos últimos anos, tratou a doença. O ex-jogador também enfrentou outros episódios de saúde que exigiram acompanhamento médico constante.
A causa do falecimento não foi divulgada. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
Confira a nota divulgada pela família:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
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