Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil revelaram uma que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado com o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro o repasse de 24 milhões de dólares para o financiamento de "Dark Horse", um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.
O montante, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, teria como objetivo viabilizar a produção cinematográfica ligada ao clã político.
De acordo com os documentos, pelo menos 10,6 milhões de dólares foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. O material inclui comprovantes bancários e cronogramas de desembolso que detalham seis operações financeiras.
A relação entre o senador e o banqueiro ocorreu em um período anterior à prisão de Vorcaro, que foi detido em novembro de 2025 sob acusação de operar uma fraude de R$ 47 bilhões contra o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Após a detenção, o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira.
O envolvimento com o banqueiro teria contado com a intermediação de outros nomes próximos à família, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias. As evidências contradizem declarações anteriores de Flávio Bolsonaro, que havia negado publicamente qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Vorcaro. Em ocasiões passadas, o senador classificou as notícias sobre as conexões com o Banco Master como narrativas falsas e afirmou que doações recebidas de familiares do banqueiro não possuíam contrapartidas.
Nesta quarta-feira (13), ao ser questionado sobre os novos documentos e o financiamento do filme, Flávio Bolsonaro negou a veracidade das informações durante uma entrevista coletiva em Brasília. O senador encerrou o atendimento à imprensa logo após classificar os dados como mentirosos.
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