A mãe da bebê Helena, de 10 meses, revelou que ela, a filha e o homem com quem mantinha um relacionamento casual há menos de um mês dormiram na mesma cama na noite em que a criança foi vítima de estupro e morreu em Fortaleza, no Ceará. O caso aconteceu no bairro Dionísio Torres, e dois suspeitos foram presos em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável seguido de morte.
Ysabelle Rodrigues contou ao portal GC+ que estava em um encontro entre pessoas conhecidas quando a filha estava com ela em uma rede. Segundo o relato, o homem que seria seu “paquera”, Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, teria se deitado ao lado da bebê após pedir um copo d’água. Ela afirma que dormiu depois disso e acordou com a criança em uma posição diferente.
Além do homem com quem a mãe da vítima tinha um relacionamento casual, a polícia também prendeu Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco. Eles foram presos em flagrante pelo estupro e pela morte da bebê.
“Eu estava do lado da minha filha, dando peito a ela, quando um deles vieram, quando eles iam chegando na porta ele disse ‘Levi, me dá um copo d’água’. Ele voltou, me deu o copo d’água, do jeito que eu estava bebendo água, ele girou o corpo e se jogou na cama do lado da minha filha. Como ele era muito pesado ele ainda deitou em cima do braço dela. O que eu fiz para ela não cair... Puxei o bracinho dela, coloquei ela debaixo do meu, porque caso ele ou ela se mexesse eu sentiria. Só que, desde então, eu apaguei”, conta.
“A gente passou o dia na piscina. Era comemoração do aniversário do meu vô e do meu tio. E lá, um amigo de infância, meu irmão e minha cunhada, chamam, ‘vamos comemorar um pouco mais’ o apartamento de um primo do amigo de infância da gente, e a gente foi.”
Ela afirmou que não ingeriu bebida alcoólica e que se lembra do que aconteceu antes de dormir. “Chegando lá eu não prisquei numa gota de bebida, eu lembro de tudo que aconteceu. A gente jogou um banco imobiliário e a minha filha estava ao meu lado, no meu colinho brincando comigo.”
Ao ser questionada sobre quem estava no imóvel, Isabel afirmou que eram apenas cinco pessoas. “Só conhecidos, apenas cinco pessoas: eu, a minha cunhada, o meu irmão, um amigo de infância do meu irmão que conhece desde bebê, que mora próximo a minha casa, e o primo dele que, há mais de um mês, convive aqui, que a gente conheceu da família, que parecia ser uma pessoa boa”, relata.
Ela declarou ainda que não imaginava que alguém próximo pudesse cometer o crime. “Eu nunca, jamais imaginaria que dentro da minha casa, dentro do ambiente familiar, são inimigos que iam matar a minha filha. Nunca imaginei”, diz bastante abalada.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que o crime sexual foi constatado na unidade médica para onde Helena foi levada. A bebê não resistiu aos ferimentos.
Segundo ela, o suspeito era apenas um paquera. “O Raí seria um paquera. O paquera que eu já tava conhecendo, a gente tava se conhecendo. A gente conversava pelo Instagram, somente isso. Ele não era meu namorado, ele não era padrasto dela, ele não era nada dela, nada.”
“A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.
O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.
A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos.”
A defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada.
Isabel também falou sobre a dor após a morte da bebê. “E levar a minha filha dessa forma, eu não aceito. A condenação maior é a dor que eu tô sentindo. Nada que tão falando, nada que tão dizendo, vai mudar a dor que eu tô sentindo, porque não existe dor maior que essa, não existe dor maior que essa”, disse.
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“A informação que a médica falou para mim, nunca, após a constatação, que a minha filha tinha sido estuprada, ela falou: ‘mãezinha, tem uma, uma abertura no ânus da sua filha, com pouco de sangue. A gente não pode dizer que isso é um estupro, porque só quem pode dizer é o IML’.”
Ela disse que aguarda a conclusão dos exames. “Eu só vou acreditar quando o IML soltar a verdade, o que que aconteceu com a minha filha, porque eu não sei, eu não sei o que aconteceu com a minha filha.”
Questionada se acreditava na possibilidade de estupro, respondeu: “Eu não consigo acreditar, eu não consigo acreditar que a minha filha tenha sido estuprada. Tinha eu, por que se, se fosse, por que que não fizeram comigo?”, questionou Ysabelle bastante abalada.
