A Justiça do Ceará converteu em prisão preventiva a detenção de Francisca Erivanda da Silva Alcântara, de 23 anos, suspeita de matar o companheiro, Francisco José Rodrigues da Silva, de 39 anos. O crime aconteceu na sexta-feira (10), na zona rural de Ipu, no interior do estado, e a decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste sábado (11).
Segundo o processo, Francisco José foi encontrado morto dentro da residência do casal, com sinais de violência. De acordo com a decisão judicial, Francisca era a única pessoa que estava com a vítima na noite em que o crime ocorreu.
A mulher foi conduzida à delegacia e autuada em flagrante por homicídio doloso.
Ao analisar o pedido de conversão da prisão, o magistrado destacou que testemunhas relataram uma discussão entre o casal durante a madrugada. Também pesaram na decisão o depoimento dos policiais responsáveis pela captura, a admissão da própria investigada de que permaneceu sozinha com a vítima na residência e o resultado da perícia, que apontou que fios de cabelo encontrados no chão da sala pertenciam à suspeita.
O processo é referente à morte de William Pereira do Nascimento, ocorrida em 2021. Conforme a decisão, o crime teria sido cometido com "idêntico modus operandi (golpes de arma branca/canivete)", tendo como vítima o companheiro da investigada na época.
Ela chegou a ser presa em flagrante em 29 de agosto de 2021. Dois dias depois, foi colocada em liberdade mediante medidas cautelares, entre elas a obrigação de comparecer aos atos processuais, a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e a obrigação de informar qualquer mudança de endereço.
"Soma-se a isso o fato determinante de que, no âmbito do processo criminal de 2021, a ré encontrava-se formalmente na condição de foragida, pois mudou de endereço sem comunicar o Juízo processante, inviabilizando sua citação pessoal e forçando o Ministério Público a pugnar por sua citação editalícia e decretação de custódia cautelar naqueles autos principais", registra a decisão.
A suspeita também possui passagens policiais por lesão corporal, resistência e desacato.
Com a conversão da prisão em preventiva, Francisca Erivanda permanecerá detida enquanto prosseguem as investigações sobre a morte de Francisco José Rodrigues da Silva e a tramitação da ação penal referente ao homicídio ocorrido em 2021.
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