Os Estados Unidos monitoraram Alexandre de Moraes por conta de ofensiva do ministro contra o jornalista Luís Pablo, que escreveu reportagem sobre o uso de um carro oficial por parentes de Flávio Dino no Maranhão.”
A informação exclusiva foi dada há pouco pelo colunista do Correio da Manhã, Paulo Cappelli.
No vídeo que publicou em suas redes sociais, ele afirma que conversou com integrantes de Washington, que classificaram a investigação aberta por Moraes como “uma violação à liberdade de imprensa”.
Segundo ele, essa avaliação interna não é apenas de aliados políticos do presidente Donald Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, mas é compartilhada também por diplomatas de carreira norte-americanos que ocuparam postos de destaque durante o governo do democrata Joe Biden.
O consenso na diplomacia dos Estados Unidos é que juízes que se sentirem caluniados por reportagens podem processar e exigir indenização do jornalista que escreveu a matéria, mas não determinar que a Polícia Federal vá até a casa do comunicador para apreender aparelhos eletrônicos e tentar identificar a fonte que passou as informações ao repórter.
“A nova operação policial determinada por Alexandre de Moraes é vista pela Casa Branca como mais um dos supostos abusos cometidos pelo magistrado. Os Estados Unidos iniciaram uma apuração sobre a liberdade de imprensa no Brasil, e isso acontece em um momento em que a Casa Branca estuda retomar a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes”, encerra Cappelli. - Por Paulo Cappelli, do Correio da Manhã.
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