Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram com o ministro Edson Fachin e se posicionaram contra a questão de ordem apresentada pelo decano da Suprema Corte, Gilmar Mendes. A proposta buscava juntar os julgamentos de Alexandre de Moraes, sobre as mensagens que trocava com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, no que tange sua atuação no caso Master.
Flávio Dino também já havia votado pela reunião dos procedimentos. No entanto, após manifestar insatisfação com a condução da sessão, marcada por sucessivas discussões entre os ministros, pediu vista antes da proclamação do resultado. Por essa razão, seu voto não foi computado formalmente no placar.
Dino havia sido o terceiro a votar na sessão e juntou-se a Cristiano Zanin para julgar os casos de Moraes e Mendonça juntos. Além deles, também haviam votado Gilmar Mendes, autor da proposta, e o próprio Alexandre de Moraes. Os magistrados Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos.
Com o pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso e os autos do processo, a retomada do julgamento pode levar até 90 dias (tempo máximo para a nova análise) para ser novamente julgado. Com esse pedido de vista, é possível que o julgamento da semana que vem, destinado a julgar o caso de André Mendonça, seja adiado.
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