Tudo começou em agosto do ano passado. Naquela época, a barriga de Gislaine começou a crescer. “Como eu era gordinha, não notei nada de mais. Minha mãe marcou médico, mas eu não fui para não deixar de trabalhar. A barriga cresceu e eu fui [para a consulta] só em novembro, nas férias. Passei por uma tomografia, pensando que era uma inflamação, e os exames mostraram o cisto”, relatou a jovem, por telefone.
Apesar do tamanho do cisto –cujo surgimento, segundo Gislaine, foi considerado “normal” pelo médico que a atendeu no Santo Amaro, diante da idade dela–, ela não conseguiu quem a operasse no Hospital Guilherme Álvaro, mantido pelo governo estadual em Santos. Durante a espera, “eu tinha dores nas pernas, no quadril. Era sempre confundida com uma grávida”.
Benigno
Gislaine disse ter se sentido “triste, deprimida e chorava” enquanto aguardava pela cirurgia. Trabalhou até 12 de abril passado –é balconista da loja de conveniência de um posto de combustíveis em Santos. Não ficou pior porque, conforme o resultado dos exames iniciais, o cisto é benigno.
“Ainda não falei com o médico que me operou. Mas ele e a equipe do hospital foram muito atenciosos”. E uma das coisas que mais espera fazer após deixar o Santo Amaro, sem dores, é voltar a pegar a filha de dois anos e oito meses no colo –o que não conseguia por causa do incômodo.
“Ela [a filha] tem ficado com minha sobrinha. Eu disse para ela [a criança] que estava com um ‘dodói’. Quando contaram para ela, ficou toda feliz: ‘A mamãe tirou o dodói!’. Coitadinha…”, contou Gislaine, que deverá voltar para casa nesta quarta ou quinta-feira. A equipe médica do Hospital Santo Amaro não quis conceder entrevista.
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Fonte: (UOL)