O vereador Eduardo Moura (Novo) e o deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) se envolveram numa confusão numa sessão na Câmara Municipal, no Centro do Recife, nesta terça-feira (14). Os dois bateram boca, trocaram ofensas e tiveram que ser contidos por outros parlamentares que estavam no plenário.
A confusão começou depois que o vereador subiu à tribuna para falar do menino Benjamin Leite Costa, de 8 anos, que morreu com suspeita de meningite bacteriana no Recife. Ele criticou o fato de a família ter levado o garoto para o recém-inaugurado Hospital da Criança, unidade municipal, que não atendeu o caso por não possuir serviço de emergência.
Nesse momento, Romero Albuquerque estava no plenário acompanhando a vereadora Andreza Romero (PSB), sua esposa, e Eduardo Moura, em seu discurso, disse que o deputado deveria continuar no plenário para ouvir as críticas à gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).
Os dois passaram a gritar um com o outro e a trocar ofensas. Romero Albuquerque subiu na Mesa Diretora e se aproximou da tribuna e do vereador.
Exaltados, os parlamentares foram contidos pelos vereadores Gilson Filho (Podemos) e Zé Neto (PSB), que presidia a sessão. Romero Albuquerque foi conduzido para fora do plenário e a sessão foi suspensa por cinco minutos.
A confusão é um desdobramento de uma disputa que os dois parlamentares travam nas redes sociais. Eduardo Moura, opositor à gestão do PSB, fez diversos vídeos falando sobre o caso do menino Benjamin.
Romero Albuquerque, por sua vez, fez postagens sobre o caso, citando Eduardo Moura e rebatendo as acusações do vereador.
O vídeo da confusão foi postado por Eduardo Moura, que disse ter sido ameaçado. "O deputado estadual Romero Albuquerque invadiu a Câmara de Vereadores e subiu à tribuna para me ameaçar", afirmou.
Romero Albuquerque também se manifestou sobre a confusão nas redes sociais e lamentou o episódio.
"Infelizmente, o comportamento do vereador Eduardo Moura não é novidade. Ele já consolidou um estilo de atuação que todo mundo conhece, é humilhar servidor público, é invadir prédios e repartições sem respaldo legal, é tentar intimidar profissionais que estão trabalhando. E é tudo isso com o discurso de que está fiscalizando, mas não está. Fiscalização de verdade se faz com documento, com requerimento, com responsabilidade", disse. (Vídeo: Clique aqui)
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O que diz a Câmara
Por meio de nota, o presidente da Câmara Municipal, vereador Romerinho Jatobá (PSB), lamentou a confusão e ressaltou "compromisso com a democracia, que pressupõe diálogo e respeito às diferenças".
"Esta Casa é formada por 37 parlamentares – mulheres e homens legitimamente eleitos – representantes do povo que têm, entre os seus papéis, a função de ocupar a tribuna e ser a voz da população no Poder Legislativo. A tribuna, portanto, é inviolável e a palavra de quem a ocupa não pode ser cerceada ou interrompida", disse. (Via: G1)
