Duas influencers foram presas na manhã desta sexta-feira (10/4) após a divulgação de plataformas ilegais de aposta, rifas virtuais e jogos de azar, como o chamado “Jogo do Tigrinho”. As investigadas, identificadas como Dayane Carvalho e Brunna Carvalho, moram em Parnaíba, no Piauí, e movimentaram mais de R$ 2 milhões juntas.
Segundo a Polícia Civil do Piauí (PCPI), Dayane e Brunna foram presas no âmbito da Operação Laverna 4, deflagrada com o intuito de combater crimes de divulgação de jogos de azar, lavagem de dinheiro e estelionato contra o consumidor.
Conforme a corporação, a investigação contra as influencers de Parnaíba começou em 2024.
A estratégia para os seguidores serem atraídos se baseava na ostentação de bens, promessas de ganhos rápidos e publicação de resultados supostamente lucrativos.
“As investigadas mantinham grupos de mensagens para captação direta de apostadores, compartilhamento de links e direcionamento para plataformas ilegais. Há indícios de manipulação de resultados e utilização de contas simuladas para dar aparência de veracidade aos ganhos divulgados”, informou a PCPI, em nota.
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Além dos crimes envolvendo a divulgação de jogos de azar, a polícia aponta uma possível lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, Brunna Carvalho movimentou, aproximadamente, R$ 1.178.952,25, em 14 contas bancárias, enquanto Dayane, cerca de R$ 1.054.886,88 milhão em nove contas.
A polícia diz que a estrutura financeira das influenciadoras são consideradas “atípicas” e que houve indícios de ocultação patrimonial na conta bancária das duas suspeitas.
Busca e apreensão contra as influenciadoras
Nesta sexta, durante a operação, os mandados de busca foram cumpridos na casa das influenciadoras. No local, agentes se depararam com 26 galos em situação de maus-tratos, o que há indícios de uma possível rinha realizada na casa.
Ainda na operação, houve a apreensão de celulares, computadores, mídias digitais, documentos, dinheiro e itens de alto valor, como joias e acessórios, além da determinação do bloqueio e ativos financeiros com limite superior a R$ 2 milhões.
A Justiça determinou a suspensão imediata da divulgação de jogos de azar e a remoção, no prazo de 24 horas, de todas as postagens relacionadas às práticas ilícitas nas redes sociais das investigadas envolvidos no esquema criminoso.

