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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Deolane é indiciada por lavagem de dinheiro e organização criminosa em investigação sobre esquema ligado ao PCC

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi indiciada nesta sexta-feira (29) pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de ocultação patrimonial ligado ao Primeiro Comando da Capital. 

A informação foi confirmada após a conclusão do relatório complementar do inquérito conduzido em Presidente Venceslau, no interior paulista.

Além de Deolane, outras seis pessoas também foram formalmente indiciadas na nova etapa da investigação. Segundo a polícia, o documento reúne os resultados das diligências realizadas após a operação deflagrada no último dia 21 de maio, quando a influenciadora e outros investigados foram alvo de mandados judiciais.

A investigação é conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente.

O foco da apuração é identificar uma suposta estrutura voltada à ocultação e movimentação de patrimônio que, segundo os investigadores, teria ligação com integrantes da facção criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, a análise preliminar do material apreendido durante buscas e apreensões apontou novos elementos considerados relevantes para o avanço do inquérito. Entre eles estão movimentações financeiras recentes, reorganização de empresas e a criação de novas pessoas jurídicas que teriam sido utilizadas para ocultar patrimônio e movimentar recursos.

Os investigadores também apontam indícios do uso de mecanismos alternativos para circulação de valores, incluindo operações com ativos virtuais. Para a corporação, os novos dados reforçam os indícios de autoria e a materialidade dos crimes investigados.

Com base nas informações reunidas até o momento, a Polícia Civil apresentou novas representações ao Poder Judiciário. Entre os pedidos estão o sequestro cautelar de veículos apreendidos durante a operação, a ampliação do bloqueio de bens e a custódia judicial de joias e relógios encontrados durante as diligências.

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