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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vídeo mostra movimentação de ex-diretor de presídio da Bahia antes de assassinar empresária em quarto de hotel; Veja

A investigação da morte da empresária Flávia Barros, assassinada a tiros durante uma viagem a Aracaju, ganhou mais um capítulo após o Ministério Público de Sergipe (MP-SE) divulgar imagens e detalhes da investigação que apura o caso. 

A denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri aponta como autor do crime o policial penal Tiago Sóstenes Miranda, ex-diretor de um conjunto penal na Bahia. Segundo a investigação, o feminicídio ocorreu em um hotel no bairro de Coroa do Meio, na Zona Sul da capital sergipana.

O Ministério Público afirma que Tiago teria invadido o quarto onde Flávia estava hospedada e efetuado vários disparos à curta distância. A empresária estava deitada na cama no momento do crime e foi atingida principalmente na cabeça.

De acordo com a denúncia, a arma usada foi uma pistola calibre .40 pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia. O armamento, segundo o MP, era de uso restrito e estava sob posse funcional do servidor por causa do vínculo com o sistema prisional baiano.

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Preso preventivamente, Tiago Sóstenes segue custodiado no Presídio Militar de Sergipe. As investigações também apontam que a relação entre a empresária e o policial penal era marcada por episódios de ciúmes e comportamento possessivo. 

Conforme o Ministério Público, dias antes do assassinato Flávia havia encerrado o relacionamento depois de Tiago efetuar disparos para o alto durante uma festa em Paulo Afonso. Após insistentes pedidos de desculpas, no entanto, a empresária teria retomado o namoro.

Outro ponto levantado pelo MP é que Tiago escondia da vítima que era oficialmente casado e mantinha família em outro estado. Apesar disso, ainda segundo a apuração, ele se apresentava publicamente como noivo de Flávia.

Na noite anterior ao crime, os dois participaram de uma festa em Aracaju acompanhados de amigos. A denúncia aponta que Tiago demonstrou irritação durante o evento, deixou o local antes da empresária e foi para o hotel. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele aguardou a chegada de Flávia na área externa do estabelecimento, tentou fazer contato telefônico e, posteriormente, entrou no local antes da invasão ao quarto.

Para o Ministério Público de Sergipe, o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e foi motivado por razões relacionadas à condição do sexo feminino. A Promotoria pediu que Tiago Sóstenes Miranda seja levado a júri popular por feminicídio consumado, com agravantes pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pela utilização de arma de fogo de uso restrito.

Além da denúncia, o órgão também solicitou novas diligências para a continuidade da investigação, incluindo a conclusão de laudos de balística, exames toxicológicos e perícias em equipamentos eletrônicos apreendidos, entre eles celulares e um notebook.

O MP-SE ainda requisitou à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia o histórico funcional do policial penal e pediu o compartilhamento das provas com a Justiça de Paulo Afonso, onde Tiago também é investigado pelos disparos efetuados durante a festa dias antes da morte da empresária.

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