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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Saiba quem é Ricardo Magro, ‘maior sonegador’ de impostos do Brasil e alvo de operação que atinge Cláudio Castro

A nova fase da Operação Sem Refinamento, deflagrada nesta sexta-feira (14), recolocou o empresário Ricardo Magro no centro das investigações sobre irregularidades no mercado de combustíveis. Dono do grupo Refit, ele é alvo de mandado de prisão e teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol. A mesma ação policial também mira o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

A ação aprofunda apurações sobre suspeitas de sonegação fiscal em larga escala, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas no setor. Empresas ligadas ao grupo são investigadas por movimentar recursos em esquemas de fraude tributária monitorados há anos por órgãos federais.

Empresário com atuação internacional
Ricardo Magro vive em Miami, nos Estados Unidos, desde a década passada. Nos bastidores das investigações, é tratado como peça-chave em estruturas financeiras ligadas ao setor de combustíveis.

Ele controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e mantém negócios também nos Estados Unidos e em Portugal.

Caso ganha dimensão política
O nome do empresário entrou no radar político nos últimos dias após ser citado como possível tema de conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A discussão estaria inserida em um contexto mais amplo de cooperação internacional no combate ao crime organizado e a crimes financeiros.

O episódio ocorre em meio a debates nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

Histórico de investigações
Magro acumula passagens por diferentes apurações ao longo dos últimos anos, incluindo casos envolvendo fundos de pensão e suspeitas de corrupção. Ex-advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, ele chegou a ser preso em 2016 em investigações sobre desvios envolvendo Petros e Postalis, mas acabou absolvido posteriormente.

Mais recentemente, empresas ligadas ao grupo Refit foram citadas pelo Ministério Público de São Paulo em investigações sobre adulteração de combustíveis e fraudes fiscais.

Refinaria já foi alvo de operação
A Refinaria de Manguinhos, principal ativo do grupo, também já esteve no centro de ações das autoridades. A unidade foi alvo da operação Carbono Oculto e chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Com a nova ofensiva da Polícia Federal, o nome de Ricardo Magro volta a figurar entre os principais investigados em casos envolvendo o setor de combustíveis no país.

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