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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Tio de bebê morta após estupro revela que um suspeito deixou local do crime e o outro foi encontrado desacordado pela PM

O tio da bebê Helena, de 10 meses, afirmou que um dos homens investigados pelo estupro e morte da criança deixou o apartamento onde ocorreu o caso antes da chegada da Polícia Militar.

Segundo Victor Guilherme, o suspeito Raí, que é Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que teria um relacionamento casual com a mãe da vítima, deixou o imóvel após a bebê ser encontrada desacordada e retornado somente depois de ser localizado pelos policiais.

O caso aconteceu entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, no Ceará, e é investigado como suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.

Em entrevista ao jornalista Nathan Carcará, Victor relatou que chegou ao apartamento acompanhado dos policiais e percebeu que Raí não estava mais no local. A conversa também contou com a participação da mãe da criança, Ysabelle Rodrigues.

Tio relata saída de suspeito após morte de bebê
Segundo Victor Guilherme, ele tentou contato com Raí por telefone após perceber que ele havia deixado o imóvel.

“E aí, quando eu cheguei no apartamento, o, o Raí já não estava no apartamento. E eu mandei uma mensagem para ele pelo telefone. Liguei, 'cadê tu? Cadê tu?'. Foi o que ele me respondeu: oi. Falei, 'tá onde?'. Eu falei: rapaz, eu tô aqui com os policiais.”

O tio afirmou que não entendeu inicialmente o motivo de Raí ter deixado o local.

“E só que eu não sabia, não entendi o porquê que ele falou isso. Se foi porque o acidente foi na casa dele, se porque aconteceu na cama que ele mora, se, não, não conseguia entender. E é então que eu falei, tu tá onde? Ele: cara, eu tô no posto, estou indo para aí. Eu vou, o Levi vai ser preso, né? Ou eu vou ser preso também, por ser o dono da casa.”

Victor contou que orientou o investigado a retornar ao apartamento. “Aí eu: só vem pra cá que é melhor. Ele veio, veio andando, quando ele veio andando o policial já pegaram, pegaram ele e botaram na viatura.”

Policiais levaram cerca de 35 minutos para acordar outro suspeito
Durante o relato, o tio afirmou que os policiais perguntaram sobre outro homem que estava no apartamento e que, segundo ele, seria Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, o Levi.

“E eu sem entender o porquê. E quando o policial, 'cadê o outro? Cadê o outro?' Aí eu falei, tá lá em cima. o Levi. O Levi. Quando eu peguei o controle para abrir o portão, a gente subiu.”

Victor disse que encontrou Levi no mesmo local onde havia sido deixado pela manhã.

“Quando eu cheguei lá, do jeito que o Levi ficou, que minha irmã tinha tirado ele pela manhã, ele ficou do mesmo jeito. Foi aí que os policiais demoraram muito para acordar ele. É, mais de, quase 35 minutos para ele se levantar e ele sem entender nada. E os policiais perguntando coisas.”

Segundo o tio, foi nesse momento que ele contou ao suspeito sobre a morte da bebê.

“Até que então, a gente, eu falei para ele que minha sobrinha tinha falecido. até então não era uma tragédia, era um acidente, que eu não sabia de forma alguma que teria sido um, tentativa de abuso. Estamos esperando um laudo.”

Bebê Helena morreu após suspeita de estupro
A bebê Helena, de 10 meses, morreu após ser encontrada desacordada em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará investiga o caso como suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.

A mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, relatou ao portal GC+ que dormiu na mesma cama com a filha e Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, homem com quem mantinha um relacionamento casual havia menos de um mês. Segundo ela, o suspeito teria se deitado ao lado da bebê após pedir um copo d’água.

Além de Francisco Ray, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, também foi preso em flagrante. Os dois foram conduzidos para a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), onde foram autuados pelo crime de estupro de vulnerável seguido de morte.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que o crime sexual foi constatado na unidade médica para onde Helena foi levada.

A defesa de Francisco Ray afirmou que o investigado acompanha as apurações e se submeteu voluntariamente à coleta de material genético. A defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada.

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