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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Desaparecimento de adolescentes na Bahia pode ter ligação com facção criminosa

A Polícia Civil da Bahia investiga o desaparecimento de três adolescentes na cidade de Eunápolis, no extremo sul do estado. As investigações indicam que o sumiço de Larissa Ribeiro Ferreira (15), Érica Rodrigues dos Santos (15) e Maria Eduarda Santos Flores (17) pode estar relacionado à atuação de uma facção criminosa que opera na região.

​Segundo apurações da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia, a principal linha de investigação aponta que as jovens tiveram relacionamentos anteriores com integrantes do grupo criminoso e passaram a ser suspeitas de repassar informações confidenciais para facções rivais.

Amizade próxima e cronologia dos desaparecimentos

​A polícia confirmou uma suspeita levantada pelas famílias: as três adolescentes eram amigas muito próximas.

​Apesar de a corporação ter informado inicialmente apenas o sumiço de Larissa no dia 2 de agosto, os novos detalhes confirmam que Maria Eduarda desapareceu na mesma data, após frequentar a mesma festa que a amiga. Já Érica foi vista pela última vez no dia seguinte, 3 de agosto.

​Companheiro preso e comportamento suspeito

​Durante as buscas pelas jovens, um rapaz de 20 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Ele chamou a atenção dos investigadores por ser companheiro de Érica e morar com a adolescente, sendo o único familiar a não registrar o desaparecimento da jovem na delegacia.

​De acordo com os agentes, no momento da abordagem, o homem afirmava repetidamente que “já sabia que a adolescente estava morta”. A polícia informou que essa morte ainda não foi confirmada oficialmente.

​No imóvel onde o suspeito foi localizado, os policiais encontraram uma mala com roupas e pertences pessoais pertencentes a Érica. O homem permanece no sistema prisional, à disposição do Poder Judiciário.

​Mandante foragido no Rio de Janeiro

​A Polícia Civil informou ainda que o principal suspeito de ser o mandante do crime estaria escondido na cidade do Rio de Janeiro (RJ), local de forte atuação da mesma organização criminosa. O nome da facção não foi divulgado para não comprometer o andamento das diligências.

​As buscas pelas três jovens continuam, e o caso permanece sob investigação sigilosa.

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