Treze professores da Escola Estadual Indígena Acelina Cosme de Moura, em Floresta, no Sertão de Itaparica, estão há cerca de dois meses sem receber salários, soube, há pouco. Os docentes foram selecionados para contratos temporários com o Estado e entregaram toda a documentação exigida ao setor de Recursos Humanos em 30 de junho.
Após passarem pela triagem, receberam os contratos físicos em 1º de julho. O primeiro pagamento, previsto no calendário para 31 de julho, não foi realizado. Diante da ausência dos salários, os professores procuraram novamente o setor de RH e foram orientados a preencher um requerimento referente ao pagamento do mês, além de outro documento para cadastramento de e-mail destinado ao recebimento dos contracheques.
Mesmo após o envio da documentação solicitada, os docentes afirmam que o pagamento previsto para 31 de agosto também não ocorreu. A justificativa, segundo apurei, é a de que as contratações não teriam sido efetivadas pela Secretaria Estadual de Educação e Esportes, em razão do período eleitoral. Mas não é verdade. Os contratos foram assinados em 1º de julho, antes do início da restrição apontada. O blog teve acesso a cópias dos contratos, conversas mantidas pelo WhatsApp, requerimentos protocolados e números de processos registrados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) pela Gerência Regional de Educação (GRE) de Floresta.
A situação também passou a afetar o funcionamento da escola. A unidade está fechada desde terça-feira passada, deixando crianças indígenas sem aulas. Com os salários atrasados, os contratados estão passando necessidade, sem poder honrar débitos financeiros. Seria urgente a governadora tomar conhecimento dessa penúria dos contratados em Floresta.
Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
Vídeo:
