Deolane Bezerra decidiu reagir na Justiça ao processo movido pelo delegado Paulo Gustavo Gondim Borba Correia de Souza, da Polícia Civil de Pernambuco, e colocou em xeque as provas apresentadas contra ela. A influenciadora apresentou sua defesa no caso, que envolve declarações públicas sobre a atuação do policial durante a investigação da Operação Integration. O documento foi anexado aos autos em 1º de outubro, segundo informações da coluna Fábia Oliveira.
O delegado pede uma indenização de R$ 81 mil por danos morais. A ação foi ajuizada após Deolane afirmar publicamente que ele teria cometido “abuso de autoridade” e promovido uma “prisão criminosa e ilegal”. Paulo classificou as declarações como caluniosas e levou o caso à Justiça.
Na contestação, a influenciadora não apenas negou ter agido com a intenção de ofender o policial, como também questionou a comprovação das falas atribuídas a ela.
Deolane questiona vídeos e pede perícia
Um dos principais pontos da defesa é a autenticidade dos vídeos apresentados pelo delegado no processo. Deolane afirmou que os arquivos aparentam ter sido editados e defendeu a realização de uma perícia para verificar a veracidade e a integridade do material.
A influenciadora também sustentou que Paulo não apresentou provas suficientes de que ela tenha feito as declarações nos termos descritos na ação. Segundo a defesa, faltariam gravações de entrevistas e documentos capazes de confirmar as acusações.
Outro ponto contestado envolve uma suposta transmissão ao vivo na qual Deolane teria acusado o delegado de mentir e de tentar ludibriar a Justiça e o Ministério Público. Ela alegou que o autor não comprovou a realização da live nos moldes relatados.
Influenciadora acusa delegado de tentar silenciá-la
Deolane pediu que a ação seja julgada improcedente mesmo que os vídeos sejam considerados válidos. Na avaliação da defesa, o conteúdo demonstra críticas à atuação profissional do delegado e aos supostos erros cometidos por ele na condução do inquérito da Operação Integration, e não uma tentativa de atacá-lo pessoalmente.
A influenciadora também invocou a liberdade de manifestação do pensamento e argumentou que as críticas à atuação de um agente público fazem parte do debate sobre o exercício de suas funções.
Em outro trecho da contestação, Deolane acusou Paulo de tentar silenciá-la por considerá-la uma “desafeta”. Ela ainda questionou a alegação de danos morais, afirmando que o delegado não teria demonstrado abalo psicológico ou prejuízos aos seus direitos que justificassem a indenização solicitada.
Defesa faz declaração ácida sobre o delegado
O trecho mais contundente da contestação aparece na argumentação sobre os supostos efeitos das declarações na vida do policial. Deolane afirmou que, caso os fatos narrados tenham sido suficientes para abalar o psicológico de Paulo, ele “não poderia exercer o cargo de delegado, que demanda maior fortitude mental”.
A declaração integra a defesa apresentada pela influenciadora, que pede a rejeição da ação indenizatória de R$ 81 mil movida pelo delegado da Polícia Civil de Pernambuco.
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