Falta pouco para os candidatos encararem a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. A prova será aplicada neste domingo (8), e a expectativa em torno do tema já deixa os estudantes ansiosos que tentam se preparar para um dos momentos mais importantes do primeiro dia do exame.
Embora o assunto escolhido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) seja mantido em sigilo até a aplicação da prova, alguns temas da atualidade aparecem entre as apostas de professores e especialistas. Entre eles estão o avanço da inteligência artificial, os desafios climáticos, ou a polarização política e desinformação em um ano eleitoral marcado por disputas de diferentes grupos políticos.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E OS DESAFIOS DA TECNOLOGIA

Nas redes sociais, plataformas já adotam mecanismos para identificar e sinalizar conteúdos gerados por inteligência artificial. Mesmo assim, a circulação de materiais manipulados, como vídeos falsos e deepfakes, levanta discussões sobre desinformaçãoes.
Uma possível abordagem para a redação seria discutir os desafios para o uso ético e responsável da inteligência artificial no Brasil. O candidato poderia abordar a necessidade de educação digital, fiscalização e medidas para evitar que essas ferramentas sejam utilizadas para espalhar informações falsas ou prejudicar pessoas.
POLARIZAÇÃO POLÍTICA E DESINFORMAÇÃO

Nesse cenário, a disseminação de notícias falsas, a dificuldade de diálogo e a intolerância política são questões que podem ser relacionadas ao funcionamento das instituições democráticas e à participação dos cidadãos na sociedade.
Uma proposta de redação sobre o assunto poderia abordar caminhos para combater a desinformação e estimular o debate democrático, respeitando a liberdade de expressão e a diversidade de opiniões.
OUTROS ASSUNTOS PARA FICAR DE OLHO
O ideal é que os candidatos utilizem esses assuntos para exercitar a construção de argumentos para ampliar o repertório sociocultural.
COMO FUNCIONA A CORREÇÃO DA REDAÇÃO?
A redação do Enem segue o modelo dissertativo-argumentativo. O candidato precisa apresentar um ponto de vista sobre o tema proposto, desenvolver argumentos para sustentar sua opinião e elaborar uma proposta de intervenção para o problema discutido, respeitando os direitos humanos.
A avaliação é dividida em cinco competências, cada uma com pontuação máxima de 200 pontos. Juntas, elas podem somar até 1.000 pontos. Os critérios consideram o domínio da escrita formal da língua portuguesa, a compreensão da proposta, a organização e defesa dos argumentos, o uso de mecanismos de coesão e a elaboração de uma proposta de intervenção.
Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
