Um adolescente de 16 anos, apontado como o principal executor do assassinato da influenciadora digital Pamela Vitória da Silva Candido, morreu na tarde de sexta-feira (22) após um violento confronto armado com equipes da Polícia Militar. A ação ocorreu no município de Almirante Tamandaré, localizado na Região Metropolitana de Curitiba.
De acordo com o relatório oficial emitido pela corporação, os policiais tentaram realizar uma abordagem de rotina quando o menor, que portava uma arma de fogo de forma ilegal, reagiu atirando contra as equipes. No confronto, ele foi baleado.
O jovem estava na condição de foragido da Justiça desde fevereiro deste ano, data em que conseguiu escapar do regime semiaberto de uma unidade socioeducativa. Desde então, ele vinha sendo procurado ativamente pelas forças de segurança de todo o estado devido à brutalidade do crime cometido no Norte do Paraná.
Pamela Vitória, que tinha 26 anos, foi executada a tiros na noite do dia 1º de maio, dentro de uma residência no bairro Amâncio Seco, em Sertanópolis. Na ocasião, o menor invadiu o imóvel utilizando uma máscara para cobrir o rosto e disparou contra a vítima na frente de seus três filhos, de apenas 2, 6 e 9 anos de idade.
Inquérito concluiu que motivação foi vingança
A Polícia Civil do Paraná informou que havia concluído formalmente o inquérito sobre a morte da influenciadora na última segunda-feira (18). As investigações técnicas apontaram o adolescente de forma irrefutável como o autor do ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado. O relatório final revelou que o assassinato de Pamela foi friamente motivado por um sentimento de vingança familiar que o jovem alimentava há anos.
O rapaz sustentava a convicção pessoal de que a influenciadora digital havia atuado diretamente como a mentora intelectual de um duplo homicídio ocorrido no ano de 2022, na cidade de Londrina. Naquele episódio específico, a própria mãe do adolescente acabou sendo assassinada. Desde então, o menor teria desenvolveu uma fixação obsessiva pela influenciadora, iniciando uma rotina de perseguições e ameaças que culminou na invasão do imóvel em Sertanópolis.
Criminoso usava redes sociais para confessar atentado
Durante o período de investigações e quebras de sigilo digital, os agentes da Polícia Civil constataram que o suspeito monitorava de perto a repercussão do caso na internet. De forma audaciosa, o jovem utilizou perfis nas redes sociais para fazer comentários em páginas de notícias locais que cobriam o assassinato de Pamela.
Nesses canais públicos, ele chegou a assumir a autoria do crime de forma indireta e debochada, o que ajudou os investigadores a rastrearem seus passos e confirmarem sua identidade antes do confronto.
As crianças presenciaram toda a cena do crime e estão sob os cuidados de familiares e recebendo acompanhamento psicológico intensivo para tentar mitigar o grave trauma sofrido. O Conselho Tutelar acompanha o caso desde a noite do homicídio em Sertanópolis para garantir a integridade dos menores.
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