O caso do homem preso por matar a própria esposa grávida com uma facada na barriga ganhou novos desdobramentos após a divulgação do depoimento do delegado responsável pela investigação. O crime aconteceu na madrugada de domingo (17), em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco.
A vítima foi identificada como Chayane Vitória Araújo Silva, de 20 anos. Segundo a Polícia Civil, ela foi assassinada pelo marido durante uma discussão dentro da residência do casal.
Delegado relata detalhes do crime
Em entrevista à TV Jornal, afiliada do SBT, o delegado Carlos Pimentel afirmou que o suspeito confessou o crime com riqueza de detalhes com frieza e relatou a motivação apresentada pelo homem durante o interrogatório.
“Confessou com riqueza de detalhes. Ele foi preso por policiais militares, já estava na cidade de Glória do Goitá tentando fugir para Recife, quando foi conduzido ao plantão onde foi feita a autuação dele”, declarou o delegado.
Segundo o investigador, o suspeito contou que havia jantado na casa da mãe antes de voltar para casa. Ao chegar ao imóvel, tentou manter relações com a companheira, que teria recusado.
“Ele alegou que iniciou uma discussão com ela ainda na cama. Ela teria dito que estava com outra pessoa e que o filho não seria dele”, explicou Carlos Pimentel.
Vítima foi atingida diversas vezes
Ainda conforme o delegado, a grávida foi atacada com vários golpes de faca em diferentes regiões do corpo.
“Foi golpeada várias vezes na traqueia, no tórax, no abdômen. Os golpes aconteceram em cima da cama e o último golpe foi no abdômen”, afirmou.
O delegado ainda destacou que o suspeito revelou não saber quantas facadas desferiu.
“Ele confessou isso. Disse que tentou tirar a faca, mas ela ficou cravada”, completou.
Suspeito pode pegar até 60 anos de prisão
De acordo com a polícia, o homem responderá por feminicídio qualificado, com agravantes pela morte da gestante e do bebê.
“Mesmo sabendo que ela estava grávida, ele tirou a vida dela e também do bebê, que seria o filho dele. Diante disso, ele vai responder por feminicídio com agravantes, podendo pegar até 60 anos de prisão”, concluiu o delegado.
O caso está sob investigação da 16ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (Desec).
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