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terça-feira, 19 de maio de 2026

Renan Calheiros acusa cunhada de Hugo Motta de receber R$ 140 milhões do Banco Master

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) acusou, durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, (Republicanos-PI) de ter recebido R$140 milhões do Banco Master. As informações são do ICL Notícias.

Segundo a publicação, Motta foi o autor de uma emenda ao projeto de lei que criou o Sistema Brasileiro de Comércio e Emissões de Gases do Efeito Estufa. O texto obriga as seguradoras e entidades de previdência complementar do Brasil a investirem, no mínimo, um por cento de suas reservas técnicas anuais em créditos de carbono.

A emenda garante recursos até mesmo de entidades de previdência, para as empresas que atuam na área, como pelo menos duas de Henrique Mourão, pai de Daniel Vorcaro. A alteração foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

“Esse caso, portanto, é mais grave do que o caso da semana anterior, porque essa emenda foi apresentada, aprovada e sancionada. E o atual Presidente da Câmara, que apresentou a emenda na condição de Líder, no ano que passou, recebeu do Master, através de uma cunhada, a título de empréstimo, R$140 milhões", afirmou Calheiros.

"Até hoje, venceu o prazo do pagamento, o Master nunca cobrou, e nem foi pago um centavo. E também, até agora, não foi cobrado pelo liquidante do Banco Central. Essas informações são da própria investigação. Essas coisas estão escancaradas! É só fechar e amarrar as pontas. E o outro que assinou a emenda recebeu de um dos operadores do Banco de Brasília uma casa luxuosa no Lago Sul, há cinco meses, e o próprio vendedor da casa se tornou sócio do outro na aquisição de um jatinho, há três meses”, disparou Calheiros.

O caso segue sob investigação, com relatoria de Flávio Dino. A assessoria de Hugo Motta afirmou à Revista Fórum que a emenda “foi resultado de um acordo partidário”.

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“O objetivo é garantir que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. A proposta foi aprovada pelas duas Casas do Legislativo, ou seja, pelos deputados e pelos senadores, e sancionada pelo presidente da República”, diz o comunicado.