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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Aliados pressionam Lula a defender depoimento de Lulinha e Marcola à PF


Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselharam o petista a defender publicamente que seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Antônio Ribeiro, o Marcola, prestem depoimento à Polícia Federal. A informação é do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

De acordo com a reportagem, integrantes da campanha de Lula  defendem que ele demonstre publicamente a independência das investigações.

A estratégia teria como objetivo fazer a militância argumentar que Lula não tem relação com eventual tráfico de influência.

Mesmo com isso, segundo a CNN, até terça-feira (18), Lula não havia decidido se faria a declaração.

Lulinha e Marcola devem ser convocados pela Polícia Federal para depor nos próximos dias. Nos bastidores, Lula demonstra um pesar com as suspeitas contra ambos.

Ainda de acordo com a CNN, auxiliares dizem que Lula não esperava um envolvimento tão grande do ex-chefe de gabinete com a lobista Roberta Luchsinger.

Os episódios são considerados um “calcanhar de Aquiles” para a campanha de reeleição do petista.

Investigação

A Polícia Federal investiga  indícios de corrupção e de tráfico de influência envolvendo o filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mensagens interceptadas pela PF mostram que Lulinha mantinha encontros com integrantes do núcleo duro do Palácio do Planalto e orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger.

A amiga de Lulinha era contratada por empresários que compravam a influência dela e a do filho do presidente para conseguir contratos. Os registros de entrada e de saída mostram que o filho de Lula esteve no Palácio do Planalto em 15 dias diferentes, entre junho de 2023 e janeiro de 2025.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho informou à coluna que Lulinha foi visitar amigos e o pai no Palácio do Planalto. “Qual é o problema? Honestamente, ele nunca tratou de nenhum tema. Ele é amigo de muita gente, a exemplo do secretário do presidente (Marcola)”, explicou.

A Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou, em nota, que as visitas “tiveram caráter estritamente privado e não envolveram assuntos relacionados à Administração Pública” e que “não produziram qualquer desdobramento administrativo”.

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