O vaivém de Eduardo Cunha, ora
fechado com a oposição ora entrelaçado com o governo, levou o PMDB à alça de
mira dos grupos pró-impeachment. Um deles fixou cartazes com mensagens hostis
na fachada da sede do diretório da legenda em São Paulo. No chão, sob os
cartazes, os manifestantes deixaram duas dezenas de sacos com a seguinte
inscrição: “Farinha do mesmo saco: PMDB + PT.”
Num
dos cartazes colados na fachada do PMDB paulista lia-se: “Cunha, queremos
impeachment já.” Noutro, estava escrito: “Temer, cumpra seu papel e diga a que
veio, impeachment já. Num terceiro, anotou-se uma interrogação: “PMDB, vai
pagar agora ou nas urnas?”
As
fotos circularam nesta segunda-feira, de celular em celular, entre
congressistas e dirigentes do PMDB federal. Em mensagens postadas nos grupos de
discussão do partido, vários peemedebistas manifestaram desconforto com o fato
de estarem sendo comparados aos petistas — uns a cara esculpida e escarrada dos
outros. Receiam atrair para si as taxas de rejeição que inquietam o petismo.
A
expressão “farinha do mesmo saco” remete ao axioma-mãe segundo o qual os
políticos são todos iguais. E os peemedebistas sem conta na Suíça e sem
ministério na Esplanada estão desconfortáveis com o nivelamento por baixo. O
problema é que, para demonstrar que não é tudo a mesma coisa, é preciso fazer
alguma coisa. Nem que seja uma cara de nojo.
Há
três semanas, 22 deputados do PMDB assinaram um abaixo-assinado desautorizando
o líder Leonardo Picciani (RJ) de falar em seus nomes ao negociar ministérios
com Dilma na bacia das almas. Por ora, a única voz que se levantou contra
Eduardo Cunha foi a do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). (Via: Josias de Souza)
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